Uma avaliação da Junta confirma que o Estatuto das Mulheres Rurais de C-LM cumpre "com sucesso" suas metas

A avaliação do Estatuto das Mulheres Rurais de C-LM confirma seu sucesso e abre a porta para reforçar esta política pioneira de igualdade no meio rural.

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A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural promoveu a revisão da Lei 6/2019, de 25 de novembro, do Estatuto das Mulheres Rurais de Castilla-La Mancha, a partir de um relatório elaborado pela Federação de Associações de Mulheres Rurais (Fademur). Este trabalho servirá de base para orientar uma futura atualização da norma, tomando como referência a experiência acumulada durante seus seis primeiros anos de aplicação.

Segundo as conclusões do estudo, o Estatuto alcançou "com sucesso" os fins para os quais foi projetado e se consolidou como uma ferramenta pioneira para integrar a igualdade entre mulheres e homens nas políticas agrárias e de desenvolvimento rural de Castilla-La Mancha. Sua implementação ajudou a reforçar o reconhecimento das mulheres do meio rural, impulsionar sua presença no setor agrário e incorporar a perspectiva de gênero de forma transversal nas iniciativas da Secretaria, conforme indicado pela Junta em um comunicado.

Os dados coletados respaldam o avanço propiciado pelo Estatuto. As entidades que representam os interesses do setor agrário e do desenvolvimento rural na região passaram de contar em 2019 com entre 7% e 30% de mulheres em seus órgãos de direção a apresentar agora uma composição equilibrada, ou seja, com uma presença feminina situada entre 40% e 60%.

Na mesma linha, a presença de mulheres nos conselhos de administração das Cooperativas Agroalimentares de Castilla-La Mancha cresceu de 7% para 12% entre 2015 e 2023. Também aumentou o peso das mulheres à frente de projetos apoiados pelos Grupos de Desenvolvimento Rural, cuja titularidade feminina passou de 7% para 26% desde a entrada em vigor do Estatuto. Em contrapartida, no que diz respeito ao percentual de mulheres titulares de ajudas e aos valores que recebem, ainda não se percebe uma tendência claramente ascendente, pelo que será preciso deixar passar mais tempo aplicando as medidas previstas na Lei para poder constatar uma evolução mais definida.

Um diagnóstico para seguir avançando desde a colaboração

A elaboração deste diagnóstico responde à aposta do Governo regional em submeter suas políticas públicas a processos de avaliação baseados na evidência e no aprendizado institucional, com o objetivo de continuar aperfeiçoando-as. Após os relatórios de acompanhamento elaborados pela Unidade de Igualdade de Gênero da Secretaria de Agricultura, considerou-se necessário impulsionar uma avaliação mais ampla e participativa que permitisse medir o impacto real do Estatuto e detectar novas áreas de melhoria.

Um dos aspectos mais destacados do trabalho tem sido precisamente seu enfoque colaborativo. No processo intervieram as principais organizações representativas do setor agrário e do desenvolvimento rural de Castilla-La Mancha, como Asaja Castilla-La Mancha, UPA Castilla-La Mancha, Cooperativas Agroalimentarias de Castilla-La Mancha e a Rede Castellano-Manchega de Desenvolvimento Rural (Recamder). A elas se somaram outros integrantes da Comissão de acompanhamento do Estatuto, entre os quais figuram sindicatos, associações de mulheres, entidades de pessoas com deficiência, assim como pessoal técnico da própria Secretaria e do Instituto da Mulher, entre outros agentes.

As contribuições de todos esses atores permitiram contrastar o funcionamento da Lei a partir da prática diária e alcançar um amplo acordo sobre suas principais fortalezas e sobre os âmbitos que convém atualizar.

O estudo também valoriza o trabalho da Unidade de Igualdade de Gênero da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, cuja intervenção tem sido chave tanto no acompanhamento e impulso constante do Estatuto desde sua aprovação, como no apoio ao processo de avaliação, na coordenação técnica dos trabalhos e no acompanhamento metodológico durante todo o desenvolvimento da análise.

Reforçar uma política pública já consolidada

As conclusões da avaliação confirmam que a Lei mantém plena vigência e que as melhorias propostas não obedecem à necessidade de alterar seus princípios básicos, mas sim à conveniência de fortalecer aqueles instrumentos que demonstraram maior eficácia na promoção da igualdade real entre mulheres e homens no meio rural.

Entre as propostas mais relevantes se encontra o reforço da representação equilibrada de mulheres e homens nos órgãos de governo das organizações agrárias, a revisão do sistema de ação positiva previsto no Estatuto para ajustá-lo melhor à diversidade organizativa do setor, o fortalecimento dos mecanismos de acompanhamento e avaliação mediante um sistema estável de indicadores e a incorporação de um olhar interseccional que permita atender de forma mais adequada a diversidade de situações que enfrentam as mulheres rurais.

Estas orientações técnicas constituem uma base sólida para valorizar no futuro uma possível modificação da Lei 6/2019 e seguir avançando em direção a um modelo de política pública sustentado na avaliação, na participação social e na melhoria contínua.

C-LM, referência em igualdade no ambiente rural

Com esta iniciativa, o Governo de Castilla-La Mancha reafirma seu compromisso com as mulheres do meio rural e com o impulso de políticas públicas que garantam a igualdade de oportunidades, reforcem sua participação na atividade econômica e consolidem sua presença nos espaços de representação e tomada de decisões.

A atualização do Estatuto das Mulheres Rurais é concebida como a evolução natural de uma norma pioneira que demonstrou sua eficácia e que pretende seguir dando resposta aos novos desafios do meio rural, apoiando-se no consenso, na evidência e na colaboração com as organizações representativas do setor.