O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, reiterou nesta segunda-feira que assumirá a Presidência em uma guarnição militar localizada no sul do país. Segundo ele, seu objetivo é prestar tributo "aos heróis da pátria" e aos militares que "protegem a democracia, a liberdade e a institucionalidade".
"Garanto-lhes que minha (tomada de) posse será no sul do país, cumprirá a Constituição e a lei, e prestará homenagem, como prometi, aos heróis de nossa pátria", insistiu De la Espriella em um discurso transmitido ao vivo por suas redes sociais.
O líder conservador sublinhou que manterá seu plano "apesar da oposição do nefasto e delirante Governo cessante", em alusão direta à decisão do atual chefe do Executivo colombiano, Gustavo Petro. O mandatário cessante ordenou no domingo que "nenhum" quartel ou instalação militar seja utilizado para a posse do recém-eleito futuro ocupante da Casa de Nariño.
"Os quartéis militares e policiais estão sob minhas ordens até o momento em que o novo presidente jurar e, portanto, até esse momento sou o comandante supremo das forças militares", manifestou Petro em uma mensagem nas redes em que voltou a remarcar que o novo Governo "não (foi) votado pela maioria do povo" e assinalou que a tomada de posse deve ser celebrada em uma sessão do Congresso.
Em contestação a essas palavras, o dirigente ultradireitista remarcou que "os colombianos podem ter certeza" de que manterá sua "promessa" de jurar o cargo "no sul do país, em uma guarnição militar para prestar uma homenagem solene aos heróis da pátria e aos militares que protegem a democracia, a liberdade, a institucionalidade".
Em seguida, o futuro chefe de Estado lançou um apelo "direto e patriótico" ao novo Congresso da República para que em 20 de julho "tomem a decisão correta para cumprir esse mandato do povo".
De la Espriella defendeu que seu futuro Governo será marcado por "dois lados": aqueles que se posicionam ao lado do povo, da democracia e da nova ordem, e aqueles que "ficam no passado opondo-se à nova realidade e ao novo futuro de uma pátria que se cansou de mais do mesmo". Além disso, adiantou que pretende colaborar estreitamente com o novo Congresso e recalcou que deseja que a cerimônia de posse seja "austera".