A Junta ressalta que busca uma saída legal para a balsa de Jarandilla de la Vera

A Junta defende que trabalha sem pausa e dentro da legalidade para resolver a situação da balsa de Jarandilla de la Vera após sua ruptura em 2023.

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A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável sublinhou que está "trabalhando de maneira continuada" para encontrar uma saída para a situação da balsa de Jarandilla de la Vera, "sempre dentro do marco legal e das competências que tem atribuídas", após a ruptura registrada em março do ano passado.

O diretor geral de Irrigações e Infraestruturas Rurais, José Manuel Sánchez, detalhou que, desde então, o departamento realizou diversas visitas técnicas, analisou várias opções tanto temporárias quanto definitivas e adjudicou um investimento voltado a reforçar de forma provisória o fornecimento de água de irrigação.

Além disso, a Secretaria de Agricultura impulsionou uma nova reunião com a Comunidade de Irrigantes no próximo 31 de julho, com a finalidade de "analisar conjuntamente as possíveis soluções e oferecer uma resposta fundamentada às suas demandas", embora tenha apontado que, por enquanto, não se recebeu resposta a tal convocação.

A Direção Geral de Irrigações e Infraestruturas Rurais incide que, "para poder avançar em qualquer atuação, resulta imprescindível tramitar a modificação da concessão de irrigação", um trâmite que deve ser promovido pela própria Comunidade de Irrigantes e que tornará possível abordar tanto as medidas de urgência quanto as atuações definitivas.

A Junta precisa em uma nota de imprensa que as soluções provisórias deverão contar igualmente com as correspondentes autorizações ambientais, assim como com o relatório favorável da Confederação Hidrográfica do Tejo.

A Secretaria insiste que "compreende a preocupação da Comunidade de Irrigantes" e reitera sua "disposição ao diálogo e à colaboração", ao mesmo tempo que considera imprescindível que "todas as partes atuem com responsabilidade e rigor, evitando interpretações que possam gerar confusão sobre as competências e os trâmites necessários para resolver a situação".

O Executivo regional pede também que "o debate político não interfira na busca de soluções" e lembra que o primeiro passo administrativo recai sobre a Comunidade de Irrigantes, que deve apresentar o pedido de modificação da concessão.

Por último, a Secretaria de Agricultura valoriza o "importante papel que desempenham as organizações profissionais agrícolas" e chama "à rigor e à precisão nas declarações públicas sobre este assunto", já que, segundo ressalta, o objetivo compartilhado deve ser "avançar em uma solução viável, com todas as garantias técnicas, jurídicas e ambientais, para os irrigantes afetados".