Susinos aborda com a Real Academia de Gastronomia o papel chave do setor na Cantábria

Susinos e a Real Academia de Gastronomia exploram o peso econômico e social do setor e estabelecem bases para novas alianças na Cantábria.

2 minutos

fotonoticia 20260723112504 1920
Adicione DEMOCRAT no Google

Publicado

2 minutos

A conselheira de Alimentação, María Jesús Susinos, celebrou sua primeira reunião institucional com o presidente da Real Academia de Gastronomia, Luis Suárez de Lezo, e o presidente da Academia de Gastronomia da Cantábria, Javier Hernández de Sande, com o objetivo de analisar o papel estratégico da gastronomia como motor econômico, social e cultural.

Segundo detalhou o Governo da Cantábria, nesta tomada de contato os responsáveis de ambas as academias expuseram a natureza, os objetivos e as principais linhas de atuação da instituição, insistindo na necessidade de conceber a gastronomia como um ecossistema integral que percorre toda a cadeia de valor, desde a origem do produto até a gestão final do resíduo.

Durante o encontro, também se incidiu na relevância dos produtores —pescadores, pecuaristas e agricultores— dentro da economia cantábrica, ressaltando seu papel no impulso do desenvolvimento sustentável, a consolidação da população nas zonas rurais e a proteção do patrimônio natural e cultural do território.

Neste contexto, De Lezo e Hernández de Sande transmitiram à conselheira os dados mais destacados do relatório elaborado pela Real Academia de Gastronomia junto com a KPMG, no qual se mede o peso do setor no conjunto da Espanha. De acordo com este documento, a gastronomia representa 27% do PIB nacional e concentra 37% do emprego, o que representa um impacto econômico próximo a 375.000 milhões de euros.

O presidente da Real Academia reiterou a visão da gastronomia como um âmbito transversal que condiciona setores-chave como a saúde, a educação, a economia, a cultura e a sustentabilidade. "Cada vez que comemos ou escolhemos um produto, estamos tomando uma decisão que afeta ao entorno, ao emprego ou à igualdade; é um ato de responsabilidade individual e social", destacou.

Suárez de Lezo também sublinhou a transformação da cozinha espanhola, que desde os anos 70 deixou de ser uma manifestação principalmente doméstica e regional para se tornar um referente mundial, consolidando-se hoje "como uma autêntica narrativa cultural e um espaço de inovação".

Por sua parte, a conselheira destacou a conveniência de avançar para um reconhecimento da gastronomia como uma política de caráter transversal que implique o conjunto das administrações, integrando-a nas estratégias públicas vinculadas ao turismo, à educação, à saúde e à cultura.

A reunião permitiu, além disso, revisar alguns dos grandes desafios do setor, como a escassez de pessoal qualificado, os problemas estruturais associados ao emprego e o impacto das mudanças climáticas, que repercute de forma especial nos elos iniciais da cadeia produtiva.

Este primeiro contato institucional abre a porta para futuras vias de cooperação entre o Governo de Cantábria e as academias gastronômicas, com a finalidade de fortalecer o posicionamento do setor e favorecer seu desenvolvimento sustentável a médio e longo prazo.