A Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE) valorizou a capacidade do tecido empresarial para manter os postos de trabalho, embora tenha alertado que a persistência de desequilíbrios estruturais no mercado de trabalho, as dificuldades para cobrir vagas e o deterioro que ainda arrastam as microempresas exigem um marco regulatório que impulse a empregabilidade e reforce sua competitividade e capacidade de crescimento.
Após a divulgação dos dados de desemprego e afiliação à Segurança Social correspondentes ao mês de julho, a patronal sublinhou em um comunicado o papel das empresas na hora de sustentar o emprego, favorecer o aumento da afiliação e melhorar a qualidade da contratação, em um cenário econômico e geopolítico marcado pela incerteza.
Segundo a organização empresarial, o compromisso das empresas espanholas com o emprego permitiu alcançar um novo máximo histórico de afiliação à Segurança Social, com 22.508.065 contribuintes, após somar em julho uma média de 41.727 novas admissões. Esta evolução contrasta com o aumento de 19.517 pessoas inscritas nas listas de desemprego.
"O setor privado continua sendo o principal motor de criação de emprego na Espanha, graças ao esforço sustentado das empresas para manter e impulsionar a contratação em um ambiente econômico complexo", destacou a organização que dirige Antonio Garamendi.
Em paralelo, a patronal ressalta que continua a melhoria gradual da qualidade do emprego, já que quase quatro de cada dez contratos assinados em julho foram de caráter indefinido e a taxa de temporalidade se mantém em torno de 13,4% dos afiliados.
Impacto da regularização de trabalhadores estrangeiros
"Embora a afiliação tenha alcançado níveis recorde, a evolução dos indicadores deve ser interpretada com cautela levando em conta o efeito do processo de regularização de trabalhadores estrangeiros, que está contribuindo positivamente para o crescimento da afiliação", assinalou a patronal.
A CEOE explica que uma parte dessas pessoas pode estar se incorporando também às estatísticas de desemprego com o fim de acessar programas de inserção laboral ou facilitar sua contratação por meio de incentivos e bonificações nas contribuições sociais.
Esta situação, segundo a organização empresarial, condiciona a comparabilidade dos números de afiliação e desemprego com os de anos anteriores e deve ser considerada ao analisar a evolução do mercado de trabalho, de maneira similar à incidência que estão tendo os incêndios.