O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos expressou nesta quarta-feira seu repúdio à inabilitação do Yabloko, a única força política contrária à guerra da Ucrânia incluída na cédula eleitoral russa, que ficou de fora das eleições previstas para setembro. O organismo pediu a Moscovo que reverta a decisão e permita novamente sua participação.
"Estamos profundamente preocupados com a exclusão do Yabloko, um dos partidos políticos mais antigos da Rússia, das eleições parlamentares de setembro. Instamos as autoridades a revogar essa proibição", indicou o escritório liderado por Volker Turk através de suas contas oficiais nas redes sociais.
A declaração ocorre após o Tribunal Supremo russo vetar no início desta semana a participação do Yabloko nas eleições legislativas de setembro, após aceitar uma demanda do partido nacionalista Rodina, que acusa a formação de um suposto financiamento irregular. O dirigente do Yabloko, Nikolai Ribakov, rejeitou essas acusações e avançou que irão contestar a decisão.
"Temos cinco dias e faremos tudo o que for possível para garantir que o Yabloko permaneça na cédula eleitoral", declarou às portas do Supremo em Moscovo Ribakov, que já havia sido inabilitado anteriormente por "extremismo" devido às suas manifestações de apoio e condolências após a morte do opositor Alexei Navalni.