Ampliação | Burkina Faso ordena a saída de dois diplomatas da UE e concede-lhes três dias para deixar o país

Burkina Faso expulsa dois diplomatas da UE, em plena ruptura com a França, e a União Europeia estuda como responder à decisão da junta militar.

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Imagen de archivo de la bandera de la UE. Eduardo Parra - Europa Press

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As autoridades do Burkina Faso comunicaram a expulsão de dois membros da delegação da União Europeia (UE) em Ouagadougou, aos quais concederam um prazo de três dias para abandonar o território. A medida ocorre menos de um mês depois de o país africano ter anunciado a rutura das suas relações com a França, o que obrigou à retirada completa da representação diplomática francesa.

De acordo com a informação divulgada pela agência estatal burquinabesa de notícias, AIB, os diplomatas afetados são "o encarregado de programas da delegação da UE" e "o chefe adjunto da delegação, chefe da secção política, de imprensa e informação". Ambos foram declarados persona non grata e, por enquanto, não foram tornados públicos os motivos que levaram a esta decisão.

Até ao momento, as autoridades do Burkina Faso não ofereceram uma explicação oficial sobre esta expulsão, que ocorre uma semana depois de Paris ter confirmado que todo o seu pessoal diplomático já tinha saído de Ouagadougou. O Governo francês lamentou então o que um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros qualificou em declarações à Europa Press como "uma decisão hostil e infundada" que "ilustra a preocupante deriva" das autoridades burquinabesas, encabeçadas por Ibrahim Traoré.

Desde o golpe de Estado de janeiro de 2022, que levou ao poder a junta militar liderada por Traoré, o Burkina Faso tem vindo a marcar distâncias com a França e com outros parceiros ocidentais tradicionais. A nova liderança, mais próxima da Rússia, impulsionou ainda uma aliança político-militar com outros dois regimes militares da região, Mali e Níger.

A UE critica a expulsão e estuda possíveis medidas

Após a decisão da junta militar do Burkina Faso ter sido tornada pública, um porta-voz da União Europeia manifestou o repúdio frontal do bloco comunitário à expulsão dos seus diplomatas. "Lamentamos a decisão tomada pelas autoridades do Burkina Faso, para a qual não vemos justificação alguma", indicou a fonte em declarações à Europa Press.

O representante comunitário evitou, por enquanto, adiantar se serão adotadas represálias concretas, sublinhando que Bruxelas analisa com cautela as implicações do passo dado por Ouagadougou. "Estamos a avaliar cuidadosamente a situação antes de decidir a resposta adequada", concluiu o porta-voz da UE.

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