Ampliação | Drapati assume o comando do Exército ucraniano: "Nos espera um trabalho difícil, não prometemos nada"

Mijailo Drapati assume o comando do Exército ucraniano sem "grandes promessas" e marca como prioridade reforçar operações e capacidades militares.

2 minutos

fotonoticia 20260722180312 1920
Adicione DEMOCRAT no Google

Publicado

2 minutos

O novo comandante-em-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Mijailo Drapati, assumiu nesta quarta-feira a liderança do Exército, evitando fazer "grandes promessas" diante da "difícil tarefa" que enfrentam. Suas prioridades passam por manter as operações militares em curso e reforçar as capacidades das forças ucranianas.

Drapati expressou sua gratidão ao presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, pela confiança depositada nele e revelou quem ocupará a chefia do Estado-Maior Geral das Forças Armadas: Ihor Skibiuk, até agora comandante das Forças de Assalto Aéreo.

"Eu o conheço como um comandante em quem se pode confiar em circunstâncias difíceis e cujas decisões, experiência e princípios internos são dignos de confiança", destacou, aludindo ao trabalho conjunto que ambos realizaram desde 2022 para "liberar" a região de Jersón.

"SEM GRANDES PROMESSAS"

Drapati insistiu que a "difícil tarefa" que se abre à frente o impede de formular "grandes promessas", embora tenha se comprometido a agir "com responsabilidade" e a respeitar "as pessoas que mantêm a linha de frente e ajudam a Ucrânia a resistir", conforme fez constar em uma mensagem divulgada em suas redes sociais.

"O presidente da Ucrânia nos fixou tarefas claras: continuar e reforçar as ações ofensivas em todos os domínios, planejar novas operações na retaguarda do inimigo, desenvolver o Exército e suas tecnologias, e aumentar as capacidades das Forças Armadas da Ucrânia", precisou o novo chefe militar.

REUNIÃO COM ZELENSKI

Nesta mesma quarta-feira, Zelenski se reuniu com a renovada cúpula militar, no âmbito da reestruturação iniciada com a destituição há alguns dias do anterior ministro da Defesa, Mijailo Fedorov, cujas profundas desavenças com o predecessor de Drapati, Oleksandr Sirski, precipitaram as mudanças.

No encontro participaram Drapati e Skibiuk, além do próprio Sirski e do anterior chefe do Estado-Maior Geral das Forças Armadas, Andrii Hnatov, a quem Zelenski garantiu um lugar "no futuro" na "proteção" do Estado. Também esteve presente o novo ministro da Defesa, Yevheni Jmara.

Sobre a mesa foi situada a ampliação das operações de longo alcance contra a Rússia e o impulso da cooperação com os parceiros internacionais da Ucrânia em matéria de programas de armamento e defesa aérea, entre eles o plano FREYJA, assim como a produção de mísseis Patriot, depois que os Estados Unidos autorizaram as licenças necessárias para fabricá-los em território ucraniano.

Em uma reunião à parte entre Jmara e Drapati, o titular da Defesa explicou que abordaram a necessidade de "ser honestos um com o outro e resolver todas as discrepâncias em benefício dos soldados ucranianos", marcando distâncias com a dinâmica que, segundo se soube, predominava até agora.

De acordo com Jmara, os primeiros passos conjuntos se centrarão em reforçar as capacidades tecnológicas das Forças Armadas, intensificar os ataques de longo alcance, melhorar as condições dos soldados na frente e, na medida do possível, levar o conflito a zonas mais profundas do território russo.