Ampliación | Irã lança ataques com drones contra bases dos EUA no Kuwait e na Jordânia e contra um centro de dados da Amazon no Bahrein

Irã reconhece ataques com drones contra bases dos EUA no Kuwait e na Jordânia e contra um centro de dados da Amazon chave para o Pentágono no Bahrein.

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O Exército do Irã confirmou nesta quarta-feira uma série de ataques com drones contra uma guarnição das Forças Armadas dos Estados Unidos situada no oeste do Kuwait e contra instalações militares americanas na Jordânia, além de um segundo golpe em Barém contra uma infraestrutura da Amazon que descreveu como o "olho digital" do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).

"Em resposta à reiterada agressão do inimigo contra partes do nosso país, o Exército da República Islâmica do Irã (...) atacou há algumas horas os depósitos de munições e o centro de comando das forças terrestres do Exército americano na guarnição de Doha, ao oeste do Kuwait, com um grande número de drones destrutivos", afirmou o braço militar iraniano em um comunicado divulgado pela agência Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária.

No mesmo comunicado, as Forças Armadas iranianas apresentaram esta guarnição como "uma das bases militares americanas mais importantes do oeste do Kuwait e um centro de apoio para as tropas americanas na Ásia Ocidental", sublinhando que lá se encontram deslocados "um grande número de efetivos terrestres, militares, navais e aéreos americanos".

A seguir, Teerã destacou que também atingiu com drones um "armazém de equipamento" do Exército dos Estados Unidos na base de Al Azraq, na Jordânia. As autoridades jordanianas, por sua vez, informaram sobre a derrubada de quatro mísseis "lançados do território iraniano".

"Os sistemas de defesa antiaérea derrubaram quatro mísseis, enquanto dois impactaram em áreas remotas e desabitadas, sem causar vítimas ou danos materiais", manifestou o Exército jordaniano em um comunicado.

O comando militar da Jordânia acrescentou que já foram deslocados especialistas para a área para neutralizar possíveis explosivos entre os destroços e ressaltou que continuará monitorando o espaço aéreo para "enfrentar qualquer objeto aéreo que represente uma ameaça" e "garantir a proteção da soberania do país e a segurança de seus cidadãos".

Atques contra infraestruturas em Barém

Pouco depois, o mesmo corpo iraniano informou sobre outro ataque contra "a infraestrutura central de dados da Amazon em Bahrein", a qual descreveu como "um dos nós chave para a troca de informações com o exército dos Estados Unidos", além de contra "um grande armazém" e uma "instalação de manutenção e reparo" na base de Sheij Isa.

"As instalações da Amazon em Bahrein constituem a principal artéria e o eixo central do processamento de inteligência de Washington e seus aliados no golfo Pérsico", alegou o Exército iraniano.

Nesta mesma linha, sublinhou que a companhia de Jeff Bezos "é um dos quatro principais contratantes do contrato de Capacidades Conjuntas de Guerra na Nuvem (JWCC, em inglês) do Departamento de Guerra dos Estados Unidos", antes de explicar que este programa "permite ao Pentágono implantar ferramentas de computação em nuvem, análise de dados e inteligência artificial no ambiente operacional e em bases regionais".

Este novo bombardeio representa o segundo ataque em menos de 24 horas contra o citado centro de dados, depois que a Guarda Revolucionária anunciou na manhã de terça-feira o lançamento de "vários mísseis de cruzeiro" contra essas instalações, que disse ter destruído.

A própria Guarda comunicou também, na noite de terça-feira, outro ataque contra o Kuwait dirigido a "um radar de alerta precoce, um complexo de radares táticos ao redor da base Ali al Salem e outro sistema de radares na ilha Bubiyan no Kuwait", em consonância com suas últimas operações, destinadas a deixar fora de serviço os sistemas de vigilância e defesa aérea dos Estados Unidos no Oriente Médio.