Pelo menos oito combatentes pertencentes a um grupo armado curdo perderam a vida nesta sexta-feira em um ataque com mísseis contra uma de suas instalações na região semiautônoma do Curdistão iraquiano. Por enquanto, nenhuma parte assumiu a autoria do bombardeio, que ocorre em um contexto de troca de ataques entre os Estados Unidos e o Irã.
Um comandante da Komala-Fação Reformista explicou à rede de televisão curda Rudaw que uma base situada em Zirgwez "foi atingida por seis mísseis", antes de advertir que "espera-se que o número de mortos aumente, já que a base continua ardendo e o balanço de vítimas não está claro".
Ao mesmo tempo, a Direção Geral Antiterrorista da região semiautônoma iraquiana apontou em uma mensagem sucinta divulgada nas redes sociais que, nas últimas horas, forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos interceptaram e derrubaram oito drones em Erbil, sem que tenham sido comunicados danos materiais ou vítimas.
Posteriormente, a Presidência do Curdistão iraquiano divulgou um comunicado no qual condena "firmemente" os ataques direcionados contra a região semiautônoma. "Os ataques contra a região do Curdistão e o reinício da violência são um fato perigoso e uma violação flagrante da soberania iraquiana", destacou.
No mesmo mensagem, a Presidência sublinhou que "esses ataques ameaçam a estabilidade do país e minam os esforços de paz na região".
O Irã, que ainda não se pronunciou sobre este incidente específico, tem realizado nos últimos anos operações militares contra grupos separatistas curdos no noroeste de seu território e contra posições dessas organizações no norte do Iraque. Essas ações se intensificaram após a ofensiva lançada em fevereiro pelos Estados Unidos e Israel, em um momento em que Washington e Teerã mantêm conversas para tentar fechar um novo acordo nuclear.