Netanyahu vê um avanço histórico se a Arábia Saudita se juntar aos Acordos de Abraão

Netanyahu considera que a entrada da Arábia Saudita nos Acordos de Abraão seria um avanço histórico, em um pacto nuclear condicionado por Trump.

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sublinhou nesta quinta-feira o "avanço histórico" que, em sua opinião, representaria para a paz no Oriente Médio a incorporação da Arábia Saudita aos Acordos de Abraão. Suas palavras chegam depois que o presidente americano, Donald Trump, condicionou o pacto de cooperação nuclear com Riade a que o reino se integre nesta iniciativa diplomática destinada a normalizar os vínculos diplomáticos, comerciais e de segurança com Israel.

Em uma comunicação divulgada por seu escritório, o chefe do Governo de Israel insiste que a entrada da Arábia Saudita nos Acordos de Abraão "representaria um avanço histórico para a paz no Oriente Médio" e vincula essa possível evolução ao conflito que mantém, junto aos Estados Unidos, frente ao Irã.

"A ação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o regime genocida de Teerã e a derrota por parte de Israel do eixo terrorista iraniano abriram a possibilidade de ampliar o círculo da paz", destacou Netanyahu, que conclui sua mensagem com o lema "paz através da força".

Na mesma quinta-feira, após a divulgação do entendimento entre Washington e Riade para impulsionar o programa nuclear civil saudita, Trump insistiu que o acordo ficará condicionado à integração da Arábia Saudita nos Acordos de Abraão, os compromissos patrocinados por Washington para normalizar as relações entre Israel e vários Estados árabes, entre eles os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein.

"Estará totalmente sujeito a que a Arábia Saudita se adira aos respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão", ressaltou o mandatário norte-americano.

Por sua parte, o Departamento de Energia dos Estados Unidos detalhou que o pacto "estabelece as bases legais para uma parceria multimilionária que durará décadas e que promoverá vários objetivos econômicos e estratégicos prioritários, incluindo a não proliferação nuclear".