Prisão preventiva para um dirigente indígena pelas protestas contra o fim do subsídio ao diesel no Equador

Um juiz ordena prisão preventiva para o líder da Fenocin pelas protestas em Imbabura contra o fim do subsídio ao diesel no Equador.

1 minuto

Adicione DEMOCRAT no Google

Publicado

1 minuto

A Justiça do Equador ordenou nesta sexta-feira prisão preventiva para Guido Perugachi, presidente da Confederação Nacional de Organizações Camponesas, Indígenas e Negras do Equador (Fenocin), ao considerá-lo responsável pela paralisação de serviços públicos durante as mobilizações registradas em setembro e outubro de 2025.

A decisão foi adotada pela magistrada Mery Raquel Maza, que durante a audiência sublinhou que a medida cautelar "será executada garantindo seu direito à identidade cultural" em aplicação da Guia de Justiça Intercultural da Corte Nacional de Justiça.

A juíza, vinculada à Unidade de Garantias Penais da cidade de Ibarra, na província de Imbabura, no norte do país, precisou que a detenção de Perugachi "será realizada sob uma abordagem intercultural, mantendo a consulta e a coordenação permanente com as autoridades indígenas correspondentes à sua comunidade".

Com esta resolução, Maza atende ao pedido da Promotoria, que imputa ao dirigente indígena ter instigado terceiros a bloquear serviços públicos durante as protestas que se prolongaram quase um mês em Imbabura, originadas pela eliminação do subsídio ao diesel.

Pelo menos três pessoas perderam a vida e dezenas ficaram feridas em razão do uso excessivo da força na repressão das manifestações, segundo denunciaram a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e diversas organizações da sociedade civil.

Durante a crise, várias cidades da província sofreram desabastecimento de produtos básicos, entre eles o gás doméstico, o que obrigou o Governo de Daniel Noboa a organizar um comboio de ajuda humanitária com apoio das Forças Armadas.