Trump assegura que o Irã enfrenta sua "última oportunidade" para alcançar um acordo com os Estados Unidos

O presidente americano afirma que as conversas já estão em andamento a pedido de Teerã, embora o Governo iraniano negue que existam negociações em curso.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou nesta segunda-feira que o Irã tem sua "última oportunidade" para alcançar um acordo com Washington, ao mesmo tempo em que afirmou que ambos os países já mantêm conversas abertas, uma versão que contrasta com a posição oficial de Teerã, que horas antes havia negado qualquer negociação em andamento.

Durante uma aparição diante da imprensa no Escritório Oval, Trump sustentou que os contatos estão ocorrendo "a pedido do Irã", assim como de outros atores regionais como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar.

Trump estabelece duas fases para a negociação

O mandatário explicou que as conversas estão em uma primeira etapa centrada na abertura do estreito de Ormuz, um passo marítimo estratégico para o comércio mundial de petróleo.

Segundo Trump, uma vez resolvido esse ponto, começaria uma segunda fase focada na desnuclearização do programa iraniano, um processo que, em sua opinião, exigirá mais tempo.

"O Irã não pode ter uma arma nuclear", voltou a insistir o presidente americano, reiterando uma das principais linhas de sua política externa em relação à República Islâmica.

Ameaça com "decapitar" o regime iraniano

Durante sua intervenção, Trump endureceu ainda mais o tom em relação a Teerã e qualificou seus dirigentes de "incrivelmente falsos e desleais".

Questionado sobre o estado das conversas, afirmou que os Estados Unidos estão oferecendo ao Irã "uma última oportunidade antes de decapitá-los", uma declaração que eleva novamente a tensão verbal entre os dois países.

As afirmações do presidente americano chegam poucas horas depois que o governo iraniano negou publicamente que existam negociações abertas com Washington.

Também menciona a crise migratória de Ceuta

Trump aproveitou sua aparição para se referir também à crise migratória registrada na semana passada em Ceuta, onde dezenas de milhares de pessoas tentaram acessar o território espanhol a partir de Marrocos.

O presidente americano comparou a situação com a política migratória de seu predecessor, Joe Biden, e assegurou que os Estados Unidos já viveram um episódio semelhante durante seu mandato.

Segundo Trump, a Administração Biden permitiu que o país sofresse "a pior fronteira da história", utilizando a crise de Ceuta para reforçar seu discurso sobre o controle das fronteiras e a imigração irregular.