ERC leva ao Congresso um plano de 10 milhões para impulsionar a pesquisa do câncer infantil mais agressivo

Os republicanos registram uma iniciativa para reclamar financiamento estável para o estudo do glioma difuso intrínseco de tronco e facilitar novos ensaios clínicos.

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Esquerra Republicana de Catalunya (ERC) registrou na Congresso dos Deputados uma proposição não de lei (PNL) com a qual reclama um plano específico de apoio à pesquisa do glioma difuso intrínseco de tronco (DIPG), considerado um dos tumores cerebrais pediátricos mais agressivos e com pior prognóstico. A iniciativa propõe criar uma linha de financiamento público estável e plurianual dotada com pelo menos 10 milhões de euros em 2027 para reforçar a pesquisa clínica e favorecer a implementação de novos ensaios.

A proposta, impulsionada pela deputada da ERC Etna Estrems, sustenta que a escassa incidência desta doença não pode se traduzir em uma falta de recursos para a pesquisa. Nesse sentido, a formação defende que as administrações públicas assumam um maior compromisso financeiro e reduzam a dependência das contribuições privadas ou das entidades sociais.

Além do reforço econômico, o texto insta o Governo a acelerar a autorização de ensaios clínicos direcionados a cânceres pediátricos que carecem de alternativas terapêuticas e a reforçar o apoio regulatório aos estudos promovidos no âmbito acadêmico.

A iniciativa também incorpora medidas de apoio às famílias afetadas. Entre elas, propõe melhorar as ajudas para cobrir os gastos decorrentes dos deslocamentos, da hospedagem e da alimentação quando os menores devem ser atendidos em centros altamente especializados. Além disso, propõe reforçar os programas de acompanhamento psicológico, os cuidados paliativos pediátricos e a atenção durante os processos de luto.

ERC sublinha, no entanto, que todas essas atuações devem ser desenvolvidas respeitando as competências da Generalitat de Cataluña em matéria sanitária. Por isso, considera que o papel da Administração Geral do Estado deve se concentrar no financiamento da pesquisa, na regulação farmacêutica e na cooperação institucional, evitando, a seu ver, a criação de estruturas que invadam as competências autonômicas.