O líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, anunciou nesta quarta-feira que sua formação recorrerá ao Tribunal Supremo para contestar a decisão de vários ministros do Governo de evitar sua presença no Senado durante o mês de agosto, onde estavam convocados a comparecer para "informar os ceutianos" e o conjunto dos espanhóis de "por que foi invadida Ceuta".
Segundo explicou, os 'populares' pretendem que o Alto Tribunal determine se os membros do Executivo "podem se recusar a comparecer na Câmara de representação territorial das Cortes Gerais" e "não informar sobre o que ocorreu em Ceuta". Feijóo ressaltou que "O Governo não pode decidir em qual Câmara aceita ser controlado", aludindo ao argumento de Moncloa de se limitar às explicações oferecidas no Congresso dos Deputados.
Em sua intervenção diante da imprensa na cidade autônoma, o presidente do PP sublinhou que a assistência ao Congresso "não isenta" os integrantes do Governo de dar explicações no Senado, que foi a Câmara que reclamou as comparecências "em primeiro lugar". A coletiva de imprensa foi realizada em Ceuta e foi coberta pela Europa Press.
Obrigação constitucional e crítica ao Governo
Feijóo destacou ainda que seu partido utilizará "todos os instrumentos ao alcance" para garantir que se respeite "essa obrigação constitucional" de controle parlamentar. Nesse contexto, qualificou de "demolidor" que "alguns primeiros-ministros europeus" tenham dado explicações antes do próprio presidente do Governo, Pedro Sánchez.
O dirigente do PP acusou o Executivo de "absoluta irresponsabilidade" e denunciou que "A absoluta irresponsabilidade do governo central está desprotegendo mais de 80.000 espanhóis que residem em Ceuta. Também está deixando à sua sorte milhares de pessoas que vagam pelas ruas e pelas praias, muitos deles sem alimento", insistindo na necessidade de que o Governo dê explicações formais na Câmara Alta.