A ministra da Saúde, Mónica García, expressou sua confiança de que os grupos parlamentares apoiem o projeto de lei do tabaco e atuem como "verdadeiros" representantes da cidadania para reforçar a proteção da saúde pública. Ao mesmo tempo, defendeu que a saúde funciona como um "aglutinador" das diferentes forças políticas.
"Entendo que os grupos parlamentares, como bons representantes dos cidadãos, quererão ou desejarão que seus cidadãos estejam saudáveis, que estejam protegidos frente a esse 30 por cento de cânceres que o tabaco produz, as 140 mortes que causa por dia, além de todas as doenças cardiovasculares e pulmonares", destacou García em declarações a 'Al Rojo Vivo' da La Sexta, coletadas pela Europa Press, ao ser questionada sobre o apoio dos grupos ao projeto de lei.
Nessa linha, a responsável pela Saúde enfatizou que a iniciativa legislativa conta também com o respaldo da cidadania, que, em sua opinião, tomou nota da normativa aprovada em 2010. "E eu acredito que contamos também com uma verdade plúmbea, 50.000 mortes por ano se devem ao consumo de tabaco", afirmou.
"Estamos muito orgulhosos de que a Espanha volte a estar na vanguarda e seja um país que se antecipou ao resto dos países europeus ao aprovar esta lei", apontou.
García alerta sobre tensões no Sistema Nacional de Saúde
Questionada sobre os episódios de colapso em determinados hospitais do país, García ressaltou que existem "sérias dificuldades" para dotar adequadamente de recursos o Sistema Nacional de Saúde (SNS) nos períodos de maior pressão assistencial, como verão e inverno, lembrando que a organização da assistência recai nas comunidades autônomas.
"Sempre disse que temos um Sistema Nacional de Saúde dotado para o outono e a primavera, mas temos sérias dificuldades pela subfinanciação no verão e no inverno, quando chega a epidemia de gripe. E, caso alguém tenha alguma intenção de colocar a culpa no Ministério da Saúde, isso requer as competências das comunidades autônomas", declarou.
A seguir, a ministra destacou que o Executivo aumentou em 53 por cento as transferências orçamentárias para as autonomias, embora tenha precisado que nem todas as comunidades optaram por destinar esses recursos para reforçar a saúde pública.
"Cada comunidade tem a decisão política de saber onde vão essas transferências de dinheiro, mas do que não há nenhuma dúvida é que agora há mais profissionais do que nunca, foi dotado de formação sanitária especializada mais do que nunca e há mais transferências do que nunca. Há comunidades que decidiram que essas transferências não vão destinar nem a melhorar as condições dos profissionais nem a reduzir a saturação das urgências e das listas de espera", finalizou.