O presidente do Principado de Astúrias, Adrián Barbón, valorizou nesta sexta-feira a solidez do Executivo de coalizão com IU, ressaltando que, embora "haja diferenças", estas são enfrentadas "com diálogo". Em chave eleitoral, Barbón lançou uma mensagem à cidadania asturiana, pedindo que reflitam sobre "tudo o que pode involuir" se os socialistas não revalidarem a presidência.
Em uma coletiva de imprensa, o chefe do Executivo autonômico insistiu que PSOE e IU-Convocatoria por Asturies representam projetos políticos distintos, apesar de compartilharem governo, e situou na normalidade as discrepâncias que estão aflorando. "Astúrias está transmitindo algo muito potente e é um governo estável", afirmou, em contraste com os executivos da "direita e da extrema direita" que "vão e vêm" em outras comunidades como Castela e Leão. "Nós temos diferenças, mas enfrentamos com diálogo, diálogo e diálogo", concluiu.
Dentro dessa dinâmica de diálogo, adiantou que o encontro entre IU e PSOE para fazer o acompanhamento do pacto de legislatura será realizado antes do início do novo curso político em setembro, depois que o último encontro foi cancelado por problemas de agenda.
Avisa sobre "tudo o que pode involuir" se não continuar na presidência
Ao ser questionado sobre se os procedimentos judiciais que afetam diferentes responsáveis do PSOE podem ter um custo nas urnas, Barbón manifestou que mantém "muita confiança" no povo asturiano e em que decida seu voto avaliando não apenas as políticas desenvolvidas, mas também "tudo o que pode involuir" se ele não for presidente em 2027 e "tudo o que se pode perder" se não ganhar as eleições Barbón.
"A realidade está lá fora, a vemos, vemos as decisões e para onde nos querem levar", apontou, aludindo aos governos de direita em outras autonomias. "Eu tenho plena confiança na cidadania asturiana, em que quando for o momento, escolha o melhor pensando em Astúrias, independentemente de outros critérios", insistiu.
Essa confiança, acrescentou, reflete-se também no fato de que "sempre" que se analisa seu perfil nas pesquisas, quando se pergunta a quem preferem como presidente os asturianos, a opção majoritária é sua pessoa. "Os dados são abismais, favoráveis à candidatura que eu encabeço", apontou, sublinhando que, quando se coloca a escolha entre ele e o candidato do PP, Álvaro Queipo, a diferença "é mais avassaladora ainda".
Candidatos municipais para umas eleições com "vento de frente"
No terreno orgânico, e como secretário geral da Federação Socialista Asturiana, Barbón referiu-se aos processos de primárias que se desenvolvem nas agrupações municipais do PSOE, defendendo que deles saiam aspirantes capazes não só de se impor "dentro" do partido, mas também de "ganhar fora".
"Neste momento precisamos de candidatos, homens e mulheres que somem à marca do PSOE, que sejam capazes de se abrir a outros estratos sociais, que sejam capazes de mobilizar além do que tem agora mesmo de intenção de voto a marca, em um contexto, reconheçamos, difícil", expôs.
Nesta linha, recordou que, enquanto nas eleições de 2019 os socialistas foram às urnas com "vento de cauda", as eleições de 2023 se assemelharam a um "avião com turbulências" e as de 2027 são enfrentadas com "vento de frente".