Imbroda pede às autonomias um gesto solidário na acolhida de menores migrantes

Imbroda reclama às autonomias solidariedade na distribuição de menores migrantes e pede para cumprir o real decreto diante da pressão em Ceuta e Melilla.

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O presidente de Melilla, Juan José Imbroda, instou nesta quarta-feira as comunidades autônomas a realizar "um gesto de solidariedade" na distribuição de menores migrantes, lembrando ainda que existe "um decreto real que deve ser cumprido".

"Eu compreendo meus companheiros, entendo que agora mesmo será necessário fazer um gesto de solidariedade e entendo que há um decreto real que deve ser cumprido", destacou em uma entrevista no "Hora 25" da Cadena Ser, ao ser questionado sobre as reticências de alguns governos autonômicos diante da distribuição de menores não acompanhados após a recente crise migratória em Ceuta.

O dirigente melillense também reivindicou "pôr pé na parede" e "começar a resolver isso desde a origem", aludindo a "um problema de estrutura de fundo" que, em sua opinião, deve ser abordado além das medidas de urgência.

Nesse sentido, advertiu que "o que não podemos fazer também é que venham muitos meninos por ondas. Não está regulado, não está controlado, não está bem. E depois eles sofrem", insistindo na necessidade de um sistema mais ordenado e previsível.

Por outro lado, propôs "explorar o acordo" com Marrocos para o retorno de menores "com todas as cautelas e observações possíveis que marca o direito internacional". "Deveríamos explorar essa via que não foi explorada, está virgem porque Marrocos nunca quis", indicou, defendendo a reativação desse marco de cooperação.

Imbroda explicou que Melilla acolhe atualmente cerca de 165 menores, quando a capacidade dos recursos habilitados é de 83 vagas, e admitiu que "o drama não está aqui", mas em Ceuta, após a entrada maciça de migrantes provenientes de Marrocos registrada na semana passada.

"Nós temos que esperar aqui até que Ceuta se desahogue, porque agora mesmo estão muito cheios", acrescentou o presidente melillense, que expressou sua disposição "a dar uma mão" dando prioridade de saída aos menores que se encontram na outra cidade autônoma.

Nessa linha, explicou que "olha, nos faltavam algumas camas, faltavam colchões que já estão chegando. Estão se incorporando e estão sendo instalados e já está. O que fazemos com isso é cumprir o decreto real, comunicamos à Delegação", sublinhando que Melilla está adaptando suas instalações para se ajustar à normativa vigente.

Imbroda também colocou em dúvida que as autoridades marroquinas desconhecessem a entrada massiva em Ceuta. "Eu entendo isso como um gesto de pressão migratória", destacou, apontando que, na sua opinião, "há um pouquinho de guerra híbrida" na atuação de Rabat.

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