O conselheiro de Turismo do Conselho de Maiorca, Guillem Ginard, pediu nesta segunda-feira explicações ao delegado do Governo nas Baleares, Alfonso Rodríguez, pelas cargas policiais que ocorreram durante a manifestação contra a massificação turística realizada neste domingo em Palma.
Em relação a esses fatos, ele admitiu que durante a marcha ocorreram "tensões" que resultaram na atuação dos agentes, embora tenha insistido que é o delegado do Governo quem deve oferecer esclarecimentos, sendo, como destacou, o máximo responsável pelo dispositivo de segurança.
Ginard sublinhou que a grande maioria dos participantes se comportou de forma cívica e pacífica e indicou que, nos momentos iniciais da concentração, não havia sinais que fizessem prever os incidentes que finalmente ocorreram na parte final da protesto.
O conselheiro reiterou que o Conselho modificou "radicalmente" o modelo de gestão turística desde o início da presente legislatura e ressaltou que muitas das demandas expressas durante a manifestação já estão incorporadas nas políticas que a instituição insular promove.
Entre as ações já em andamento, mencionou o objetivo de crescimento zero no número de vagas turísticas, em contraste com as cerca de 90.000 que, segundo indicou, foram autorizadas em Maiorca entre 2015 e 2023.
Da mesma forma, lembrou que o Conselho destinou cerca de 4,9 milhões de euros provenientes do Imposto de Turismo Sustentável (ITS) para a luta contra a oferta turística ilegal, recursos que, segundo detalhou, serviram para reforçar as equipes de inspeção e o regime sancionador com o objetivo de perseguir esse tipo de atividade.
Por fim, destacou a futura restrição do número de veículos que poderão acessar Maiorca e assegurou que a instituição trabalha desde 2023 para reverter um modelo estabelecido durante anos, embora tenha admitido que se trata de uma mudança que "não é fácil".