China ataca Bruxelas pela multa à AliExpress e acusa a UE de abuso de poder

China denuncia como abuso de poder a multa de 550 milhões da UE a AliExpress e avisa que apoiará ações legais de suas empresas.

2 minutos

fotonoticia 20260722131625 1920

fotonoticia 20260722131625 1920

Adicione DEMOCRAT no Google

Pergunte à FREN

Publicado

2 minutos

Mais lido

A China reagiu com dureza à multa de 550 milhões de euros imposta à AliExpress pela Comissão Europeia por não ter adotado as medidas necessárias para frear a comercialização de produtos ilegais, fraudulentos e perigosos, reclamando a Bruxelas que cesse em suas ações contra companhias do país asiático.

"A China insta a UE a que deixe de abusar de seu poder discricionário explorando a ambiguidade das disposições legais e a que trate as empresas chinesas com equidade e justiça", afirmou um porta-voz do Ministério do Comércio chinês.

As autoridades de Pequim indicaram que seguem de perto o caso e expressaram sua "profunda insatisfação e séria preocupação" pela sanção contra a plataforma de comércio eletrônico, integrada no grupo Alibaba.

"A China se opõe firmemente ao uso que a UE faz da regulação de plataformas como pretexto para erguer barreiras digitais e adotar medidas discriminatórias que restrinjam e reprimam as operações normais das empresas chinesas de comércio eletrônico na Europa", destacou o porta-voz chinês.

Nesta linha, o Executivo chinês sublinhou que respaldará "firmemente" as companhias do país que recorrerem à via judicial para "proteger seus direitos" e que adotará "medidas enérgicas" com o fim de defender seus interesses "com determinação".

Além da sanção econômica, Bruxelas fixou um prazo de três meses para que a AliExpress apresente ao Executivo comunitário um "plano de ação" com medidas corretivas destinadas a "avaliar e mitigar os riscos sistêmicos" de sua atividade, advertindo que, se persistirem as práticas detectadas, poderá ser imposta uma penalização ainda maior.

Segundo a Comissão Europeia, a AliExpress não cumpre adequadamente com suas obrigações de avaliação de riscos, entre outros motivos por não dispor de pessoal suficiente para revisar os produtos que são vendidos na plataforma e por não levar em conta "de forma realista a desproporção" entre o número de moderadores e a carga de trabalho que suportam. O sistema de moderação também se mostra insuficiente para identificar e retirar artigos fraudulentos que desaparecem e reaparecem com formatos similares.

A investigação formal começou em março de 2024, quando os serviços comunitários abriram um processo contra a plataforma de baixo custo por permitir a venda de produtos perigosos para os consumidores, incluindo medicamentos falsificados ou suplementos dietéticos, assim como por facilitar a aquisição de material pornográfico por parte de menores.

Bonjour, je m'appelle Fren. Comment puis-je vous aider ?