Santander prevê concluir muito rápido a integração legal da Webster após a aprovação regulatória

Santander acelerará a integração legal da Webster após as autorizações pendentes, enquanto avança na TSB, pré-aposentadorias e na investigação da CNMC.

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Banco Santander tem previsto levar a cabo "muito rápido" a integração legal do banco americano Webster assim que obtiver as últimas autorizações regulatórias que ainda estão pendentes.

"O que pensamos fazer é que no momento em que nos derem a autorização, vamos começar com o processo de integração muito rápido", destacou o CEO do Banco Santander, Héctor Grisi, em uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira com motivo da apresentação dos resultados trimestrais.

O Banco Central Europeu (BCE) comunicou ontem à entidade sua autorização para continuar com a compra de Webster, depois que a operação foi ratificada no final de maio pelos acionistas da entidade americana e recebeu também o aval da Oficina do Controlador da Moeda em 12 de junho. Falta ainda a decisão da Reserva Federal dos Estados Unidos.

Segundo as previsões do Santander, o fechamento definitivo da aquisição ocorrerá na segunda metade de 2026.

Webster concluiu o segundo trimestre de 2026 com um lucro líquido atribuído de 249,4 milhões de dólares (219 milhões de euros), o que implica uma queda de 0,9% em relação ao resultado registrado no mesmo período do exercício anterior.

Em fevereiro, o banco espanhol anunciou um acordo para adquirir Webster Financial por 12.200 milhões de dólares (10.700 milhões de euros), com a meta de alcançar nos Estados Unidos uma rentabilidade sobre capital tangível (ROTE) de 18% em 2028.

A entidade presidida por Ana Botín calcula um retorno sobre o capital investido próximo a 15% e uma contribuição positiva ao lucro por ação de entre 7% e 8% em 2028.

Desde maio, as equipes de integração de ambas as entidades trabalham conjuntamente de cara ao momento em que se formalize a integração legal. Nesse contexto, detectaram 225 aspectos que serão "críticos".

Em relação ao TSB, cuja compra foi completada há quase três meses, Grisi explicou que o avanço da integração legal é mais pausado devido à regulação britânica. Adicionou, ainda, que está sendo estudada a opção de conservar a marca "TSB" como enseja secundária para o negócio hipotecário, embora ainda não tenha sido tomada uma decisão definitiva.

Ao ser questionado sobre o plano de pré-aposentadorias acordado com os sindicatos na semana passada, o conselheiro delegado sublinhou que se trata de um marco homogêneo, uma demanda histórica dos representantes da equipe. Ele insistiu que o programa é voluntário, portanto não foi fixado um número concreto de saídas. Embora a entidade disponha de um orçamento e de estimativas sobre o custo desse processo, Grisi se recusou a concretizar cifras.

No que diz respeito à investigação aberta pela Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência (CNMC) a seis bancos cotados por uma suposta colusão na fixação de preços das hipotecas, o CEO do Santander também evitou se pronunciar por se tratar de um expediente em curso.

Grisi se limitou a ressaltar que "a Espanha conta com um dos mercados hipotecários mais competitivos", em linha com a postura já expressa pela patronal AEB quando o órgão de Concorrência anunciou a abertura do procedimento.

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