UGT FICA qualificou como um avanço "muito positivo" que a nova Estratégia Espanhola da Indústria e Autonomia Estratégica incorpore um ecossistema específico de construção e habitat sustentável, ao entender que esta atividade é parte "intrínseca" da indústria e desempenha um papel essencial na coesão territorial e no acesso à habitação.
Ao mesmo tempo, a federação mostrou preocupação pela escassa definição das medidas relativas ao emprego, lamentando que o documento do Ministério não coloque um maior ênfase na qualidade dos postos de trabalho nem na formação e requalificação profissional necessárias para os trabalhadores do setor.
Essas considerações foram tornadas públicas após a participação da UGT FICA na segunda reunião do Fórum de Alto Nível da Indústria Espanhola, o espaço de governança público-privada promovido pelo Ministério de Indústria e Turismo onde Governo, sindicatos e organizações empresariais definem as linhas mestras da política industrial nacional.
Formação e coesão territorial
O sindicato sublinhou que a construção deve desempenhar um papel decisivo na vertebração do território mediante a execução de infraestruturas e a promoção de habitações, o que contribuiria para reforçar o peso da indústria nas distintas comunidades autônomas.
Nesse contexto, a UGT FICA considera adequada a metodologia da Estratégia, ao se concentrar em missões transversais e cadeias de valor e deixar para trás a abordagem setorial clássica. No entanto, advertiu que é imprescindível ter presentes as especificidades de cada atividade para poder atender de forma correta suas demandas concretas.
Chamado à responsabilidade política
A organização sindical também apontou que a Estratégia deve se apoiar em um marco regulatório previsível e duradouro. Nesse sentido, censurou que a Lei de Indústria e Autonomia Estratégica siga "enquistada" em sua tramitação no Parlamento e reclamou diretamente às forças políticas que levantem os vetos que a bloqueiam.
"É necessário avançar no trâmite parlamentar para permitir um debate franco e sossegado sobre as medidas que requer a indústria do nosso país", concluem da organização.