Em declarações à TVE, Pedro Sánchez falou antes da final da Copa do Mundo de futebol 2026 que disputa Espanha e Argentina. "É como uma final sonhada, o atual campeão do mundo, um país irmão, com o que vivo com muita emoção. Vamos ver se podemos fazer bom isso que dizia Luis Aragonés, que as finais não se jogam, se ganham", declarou o presidente do Executivo espanhol.
"Fomos evoluindo, ganhando confiança e temos tudo: equipe, capacidade de brilhar, e acima de tudo temos confiança. A Espanha foi ganhando confiança até nos levar à final. Estamos em um momento ótimo para conseguir a vitória".
"Não me colocaria na posição de Luis, é um magnífico treinador. Diria isso, que é um presente, poder jogar uma final de Copa do Mundo, e ser conscientes de que dentro de quatro anos nos toca a nós. Vamos à Espanha defendendo o título de campeões do mundo".
Sánchez deixa de lado suas diferenças com Trump
O presidente do Governo confia que a Espanha receba a Copa do Mundo e dá menos importância ao fato de que seja Donald Trump quem entregue o troféu: "O importante não é quem entrega, mas quem recebe". disse.
Sánchez deixou de lado neste domingo suas discrepâncias políticas com Donald Trump antes de coincidir com o mandatário americano na final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina. Ele reivindicou o esporte como um ponto de encontro entre países e sociedades, apesar das diferenças que possam manter seus governos.
"Além das discrepâncias que possamos ter, o esporte une e estou certo de que hoje será um desses dias"., afirmou antes de presenciar o encontro no MetLife Stadium de Nova Jersey.
O chefe do Executivo destacou "a boa vibe" e "a boa energia que se respira" em Nova York por ocasião de uma final na qual a Espanha busca conquistar a segunda Copa do Mundo de sua história.
Sánchez parabenizará Trump pela Copa do Mundo
Questionado sobre a possibilidade de conversar com Trump durante a partida, Sánchez evitou aprofundar suas diferenças políticas e sublinhou que "há muitas coisas que unem" as sociedades espanhola e americana.
O presidente do Governo adiantou que parabenizará Trump pelo 250º aniversário da independência dos Estados Unidos e pelo "sucesso" organizativo da Copa do Mundo.
Sánchez estendeu esse reconhecimento aos outros dois países organizadores: México, presidido por Claudia Sheinbaum, e Canadá, cujo primeiro-ministro é Mark Carney.
Portugal pega o testemunho para a Copa do Mundo de 2030
Sánchez também olhou para a próxima Copa do Mundo, que terá como sedes principais a Espanha, Portugal e Marrocos em 2030.
O chefe do Executivo valorizou a responsabilidade que os três países assumirão após o torneio organizado pelos Estados Unidos, México e Canadá. "Pegamos o testemunho de uma grande Copa do Mundo e estou convencido de que nós vamos fazer, ainda que seja, muito melhor", assegurou.
Sánchez presenciará a final do palco das autoridades junto a Trump e a representação institucional espanhola. Ao término do encontro, o presidente do Governo viajará para a Argélia para continuar nesta segunda-feira com sua agenda institucional.