A Junta de Paz de Gaza apoiou nesta terça-feira a iniciativa apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o enclave palestino. O organismo considera que, embora se aproxime "um processo longo e difícil", a proposta "oferece aos palestinos um futuro melhor" e "proporciona segurança aos israelenses".
"O plano de Trump oferece aos palestinos um futuro melhor sem o governo do (Movimento de Resistência Islâmica) Hamás e proporciona segurança aos israelenses", indicou um representante da Junta de Paz em declarações concedidas à rede de televisão catariana Al Jazeera.
Nesse contexto, destacou que há apenas uma semana quase ninguém contemplava a possibilidade de que Hamás aceitasse ceder o controle a um governo tecnocrático e renunciasse ao seu arsenal, conforme a proposta do inquilino da Casa Branca.
"Agora devemos implementar a folha de rota", afirmou o responsável, insistindo que à frente ainda há "um processo longo e difícil".
Um dos elementos que poderia complicar ainda mais o cenário é a rejeição do Governo de Israel. "Trump e sua equipe acreditam que podem conseguir que Hamás se desarme e desmilitarize Gaza. Nos enviaram um rascunho, mas não o aceitamos", declarou o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
No dia anterior, o dirigente israelense recebeu em Jerusalém o diretor da Junta de Paz, Nicolai Mladenov, que havia pedido a Israel que parasse seus ataques contra o enclave palestino para facilitar a conclusão das negociações com Hamás.
O diplomata búlgaro, que qualificou o encontro com Netanyahu como "construtivo e exaustivo", assegurou que o Exército de Israel "somente" se retirará do enclave palestino quando o desarmamento de Hamás tiver sido completado e adiantou que agora começa "a fase difícil" após o acordo de cessar-fogo de outubro de 2025, apesar de Israel não ter posto fim a seus bombardeios sobre a Faixa de Gaza.