Os presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, transmitiram suas felicitações ao novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, após sua chegada a Downing Street, acompanhando suas mensagens com uma defesa do reforço dos vínculos entre a União Europeia e o Reino Unido, um caminho já aberto por seu antecessor, Keir Starmer.
Em uma mensagem divulgada nas redes sociais, Costa destacou que "Nos últimos dois anos, as relações entre a UE e o Reino Unido ganharam um novo impulso positivo. Espero com interesse continuar aprofundando nossa cooperação para o benefício de nossos cidadãos e empresas", antes de finalizar sua intervenção sublinhando que "O Reino Unido e a União Europeia são mais fortes juntos".
Pouco antes da renúncia de Starmer, o então chefe do Governo britânico e Costa haviam anunciado a celebração da segunda cúpula bilateral desde o Brexit, prevista para esta semana. No entanto, a mudança no Executivo de Londres obrigou a adiá-la sine die.
Von der Leyen também utilizou as redes sociais para parabenizar Burnham por sua nomeação, que ocorreu após o rei Carlos III lhe encarregar formalmente a formação de um novo Governo trabalhista.
A dirigente comunitária ressaltou que "Espero trabalhar contigo para fortalecer a parceria UE-Reino Unido. Pela segurança do nosso continente compartilhado e (por) a prosperidade das pessoas de ambos os lados do Canal", insistindo na importância estratégica dessa cooperação.
A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, também se juntou às felicitações, ressaltando que o Reino Unido e a UE são "mais fortes quando trabalham como parceiros próximos" e expressando seu desejo de que nos próximos meses e anos ambas as partes possam "continuar construindo sobre a base do forte impulso criado".
Em sua mensagem a Burnham, a política maltesa concluiu que "Trabalhando lado a lado podemos fortalecer nossa segurança compartilhada, impulsionar a prosperidade e criar novas oportunidades para todo o nosso povo", ligando o futuro da relação a uma agenda comum de segurança e crescimento econômico.