O Governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira que já começaram em Roma as conversações entre Líbano e Israel, um processo que se estenderá até quinta-feira e cujo propósito é continuar avançando na implementação do acordo-quadro selado por ambas as partes no final de junho.
"Essas discussões reúnem equipes técnicas de ambos os governos para avançar na implementação completa do quadro trilateral, incluindo o processo das zonas piloto, o desarmamento verificado do Hezbolá e outras ameaças à segurança apoiadas pelo Irã, o reagrupamento das forças israelenses no sul do Líbano e a preparação do terreno para um acordo integral de paz e segurança", destacou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, nas redes sociais.
Essas conversações, patrocinadas por Washington, chegam após as reuniões bilaterais que o presidente Donald Trump manteve separadamente na Casa Branca no final de julho com seu homólogo libanês, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
"Os Estados Unidos continuam completamente comprometidos em apoiar ambos os governos enquanto eles conduzem esse processo de uma maneira que ofereça segurança duradoura para ambos os países, elimine as ameaças à segurança de Israel e restaure a autoridade do Estado libanês em todo o sul", concluiu Pigott.
Em paralelo, o líder do partido-milícia xiita Hezbolá, Naim Qassem, avisou nesta mesma terça-feira as autoridades libanesas de que a aproximação com Israel representa uma nova "concessão" diante de quem bombardeia o país e coloca em jogo "a soberania e a unidade da pátria", além de reprochar ao presidente Aoun ser um "aliado" da parte israelense.