Fico respalda a Espanha, rejeita apartá-la de Schengen e censura a postura laxa em migração

Robert Fico apoia a Espanha diante da crise em Ceuta, rejeita expulsá-la do Schengen e critica a política migratória frouxa da UE.

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O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, expressou nesta sexta-feira seu apoio à Espanha diante da crise migratória desencadeada na cidade autônoma de Ceuta, descartando ao mesmo tempo que se a afaste do espaço Schengen, embora tenha criticado a atitude "laxa" de alguns Executivos da União Europeia em matéria migratória.

"É preciso apoiar a Espanha na luta contra a imigração ilegal. Hoje também me juntei à iniciativa da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, na qual se pede uma resposta firme por parte das instituições da UE", afirmou em uma longa mensagem publicada em suas redes sociais na qual, no entanto, sublinhou que "não acredito que excluir a Espanha do espaço Schengen seja a solução adequada".

Fico insistiu que "qualquer país que necessite de ajuda para salvaguardar essas fronteiras deveria receber o máximo apoio possível por meio do desdobramento de agentes de polícia e do equipamento técnico necessário para a proteção fronteiriça", ajuda que, destacou, seu Executivo está disposto a colocar agora à disposição da Espanha.

O dirigente eslovaco defendeu a necessidade de "fazer tudo o que for possível --e até mesmo o que possa parecer impossível-- para impedir que os imigrantes ilegais entrem no território dos Estados membros da UE sem autorização".

Nesse contexto, atacou a "hipocrisia de muitos" governos e responsáveis pelas instituições europeias, a quem reprocha que "há apenas alguns anos, com sua abordagem laxa, permitiram que os migrantes ilegais entrassem nos países da UE em grandes quantidades, provocando graves crises".

Dessa forma, enfatizou que "hoje em dia, todo mundo se apresenta como um firme opositor à imigração ilegal", para relembrar que quando ele mesmo utilizou seu direito de veto para bloquear a aprovação de cotas obrigatórias de migrantes no Conselho Europeu, "tive que suportar uma considerável hostilidade política e muitas críticas".

A atual crise migratória, que deixou pelo menos meia centena de falecidos, provocou que a Itália suspendesse o acordo de livre circulação com a Espanha. De acordo com a última comunicação do Governo, 48.300 imigrantes retornaram ao Marrocos desde Ceuta até as 18 horas da sexta-feira, 31 de julho.

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