A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, informou nesta segunda-feira que um novo menor "separado" pela guerra na Ucrânia conseguiu voltar com seus familiares no âmbito do acordo de "reunificação" pactuado com a Rússia, um mecanismo que foi ativado graças à via de comunicação direta aberta com o presidente russo, Vladimir Putin, durante a cúpula realizada em 2025 no Alasca. Com este caso, o número total de menores que retornaram sobe para 34.
"Não há nada mais poderoso do que reunir uma mãe com seu filho após um longo período de tempo. Meu representante e eu estamos focados nos trabalhos para facilitar as próximas reunificações daqueles indivíduos que tenham sido separados de seus entes queridos devido à guerra entre a Ucrânia e a Rússia", indicou a primeira-dama em um comunicado.
A partir desse encontro, foi mantido um canal de comunicação constante entre a equipe de Melania Trump e a do Kremlin para tramitar esse tipo de casos. Em outubro de 2025, a própria primeira-dama anunciou da Casa Branca a repatriação e reunificação com suas famílias dos primeiros oito menores ucranianos graças a essas gestões.
O Tribunal Penal Internacional (TPI) imputou formalmente a Putin em março de 2023 pela deportação forçada de crianças ucranianas, ao considerar que poderia ter incorrido em crimes de guerra. Por sua parte, o governo ucraniano denunciou em repetidas ocasiões esses deslocamentos, assim como as tentativas da Rússia de doutrinar os menores nas áreas ocupadas.