O ministro da Educação da Índia, Dharmendra Pradhan, apresentou neste sábado sua renúncia após o escândalo pela filtragem das perguntas dos exames de acesso à universidade e as intensas protestas que se espalharam por todo o país, com um balanço de centenas de feridos.
"Levando em conta a situação atual em todo o país e para que as forças contrárias à nação não possam obter uma vantagem disso... Decidi renunciar ao cargo e entregar minha carta de demissão ao primeiro-ministro", afirmou Pradhan, que disse "respeitar as aspirações, sentimentos e expectativas da juventude do país", segundo uma mensagem divulgada nas redes sociais.
As manifestações, que não cessaram nos últimos dias, obrigaram as forças de segurança a recorrer a gases lacrimogêneos para tentar dispersar os concentrados em Nova Délhi, a capital indiana.
Abhijeet Dipke, líder do recém-criado Partido Janta Cucaracha (um nome com o qual faz referência à formação do primeiro-ministro, Narentra Modi), liderou as protestas e expressou sua satisfação após a divulgação da renúncia.
Trata-se de uma das maiores mobilizações desde a chegada ao poder de Modi em 2014 e, segundo dados oficiais, cerca de 180 pessoas -- cerca de 60 manifestantes e mais de 110 agentes -- ficaram feridas nos confrontos com as forças de segurança.
O movimento estudantil -- que exigiu uma reforma completa do sistema educacional -- se intensificou no último fim de semana, após o ativista Sonam Wangchuk ser hospitalizado à força pela Polícia no âmbito de sua greve de fome de três semanas para pedir a renúncia do titular da Educação.