As autoridades russas que controlam a central nuclear de Zaporiyia informaram que um ataque ucraniano esteve muito perto de impactar contra um dos reatores da instalação, embora tenham assegurado que não foi detectado nenhum risco de fuga radioativa.
Segundo o diretor-geral da corporação estatal russa Rosatom, Alexéi Lijachov, o projétil atingiu "a galeria que conecta as seis unidades de potência e que está projetada para o traslado de pessoal", um corredor situado a escassa distância do compartimento do reator da Unidade 3 da planta nuclear. Apesar da proximidade ao reator, as mesmas fontes sublinham que não ocorreu nenhuma explosão.
O Organismo Internacional de Energia Atômica, a agência nuclear das Nações Unidas, ainda não se pronunciou sobre este incidente em Zaporiyia nem emitiu por enquanto nenhuma avaliação oficial.
Em paralelo, as Forças Armadas ucranianas sustentam que nas últimas horas atacaram a refinaria da petrolífera estatal russa Rosneft na região de Saratov, uma ação que, de acordo com o Estado Maior ucraniano, teria desencadeado um incêndio nas instalações. As autoridades russas ainda não ofereceram sua versão sobre este ataque.
O Estado Maior ucraniano também atribui a suas forças outro ataque contra um objetivo estratégico russo na mesma região de Saratov: o aeródromo militar de Engels, utilizado como base por aviões de combate russos, entre eles o bombardeiro estratégico Tu-95. As autoridades regionais denunciaram que esses ataques em Saratov causaram a morte de duas pessoas e provocaram danos em infraestruturas civis, sem fornecer mais informações sobre a extensão dos danos.