O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, assegurou que o Kremlin solicitou à Coreia do Norte o envio de 30.000 efetivos adicionais para combater na Ucrânia, dentro da invasão iniciada pelo mandatário russo, Vladimir Putin, em fevereiro de 2022.
"A Rússia quer receber outros 30.000 soldados da Coreia do Norte. Desde junho, os preparativos para recebê-los estão em andamento na região russa de Voronezh. A Coreia do Norte também está se preparando para transferir lançadores adicionais de mísseis balísticos para a Rússia, o que constitui uma ameaça não só para a Ucrânia", indicou em um comunicado.
O chefe do Estado ucraniano também destacou que Moscou está "ajudando" Pyongyang a "aprender como fazer a guerra, melhorar suas armas e adquirir experiência real de combate em seu uso". "Tudo isso é uma ameaça para todos na Ásia, que está dentro do alcance dos mísseis norte-coreanos", advertiu.
Em paralelo, sublinhou que a Rússia se prepara para uma nova onda de mobilização para o outono, a partir dos dados manejados pela Inteligência ucraniana. "Em menos de sete meses este ano, 221.000 pessoas se juntaram às fileiras das Forças Armadas russas", expressou, reclamando à comunidade internacional que aumente a pressão para que se priorizem as conversas de paz.
Essas manifestações chegam poucos dias depois da visita a Moscou da ministra das Relações Exteriores norte-coreana, Choe Son Hui, um deslocamento destinado a reforçar a cooperação bilateral a "longo prazo" no âmbito do plano estratégico assinado em 2024 entre Putin e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un.
Nos últimos meses, a Coreia do Norte intensificou seu apoio à Rússia na guerra na Ucrânia, incluindo o envio de milhares de militares, segundo denunciaram Kiev e seus parceiros ocidentais, ao mesmo tempo que Moscou e Pyongyang aprofundaram seus vínculos políticos e diplomáticos.