O chefe da delegação do Vox no Parlamento Europeu, Jorge Buxadé, atribuiu de forma direta os incêndios que estão afetando a Espanha às políticas ambientais ditadas pela União Europeia, sustentando que "os incêndios são uma consequência direta de quem não controla bem o campo". Com essas palavras, quis sublinhar que, a seu ver, trata-se antes de tudo de um problema de gestão do território e não tanto de mudança climática.
Segundo expôs, para as instituições comunitárias o único foco de preocupação é a mudança climática e "isso é um tema fechado do qual não se discute", apontou com ironia.
Por este motivo, o eurodeputado do Vox destacou que a extinção dos incêndios depende do trabalho do setor primário e das atividades que são realizadas durante o inverno "com gado, com limpeza de florestas, com o desbaste (...) mas isso não pode ser feito porque", ironiza, "isso é maltratar o planeta". A partir desta crítica, Buxadé qualificou como "doença ideológica" as iniciativas que são impulsionadas de Bruxelas em matéria ambiental.
"O que poderia ser um debate científico livre e muito interessante se tornou puro fanatismo", concluiu o dirigente do Vox.
Em sua intervenção, Buxadé denunciou igualmente a situação de abandono que, a seu entender, sofre o meio rural na Espanha, destacando que existem "muitas populações onde vivem cinquenta ou sessenta pessoas com uma média de idade de 70 anos" e reclamando "uma mudança total de modelo de promover a vida em municípios pequenos, melhorar as infraestruturas e", sublinha, "transferir população para lá" mediante incentivos que tornem viável economicamente a atividade agrária.
Na mesma linha, colocou o foco na ausência de relevo geracional no campo, apontando que um jovem de 17 anos "que vê seu pai e seu avô trabalhando duro, trabalhando 365 dias" opta antes por "ir servir drinks em um bar na costa" do que por se dedicar à agricultura. "Não há relevo geracional" pela falta de rentabilidade e pela "perseguição da administração", enfatizou.