A secretária de Igualdade do PSOE da Andaluzia, Olga Manzano, apoiou neste domingo a posição do comitê de crise do Ministério de Igualdade de não reduzir a proteção às mulheres vítimas de violência machista, mesmo que decidam retirar a denúncia. "Cada assassinato machista nos lembra uma realidade, e é que sempre há algo mais que possamos fazer para melhorar a proteção da vida das mulheres. A diferença está entre agir ou ficarmos de braços cruzados", sublinhou a dirigente socialista.
Segundo explicou a formação em um comunicado, Manzano valorizou o trabalho do Ministério de Igualdade após reunir seu comitê de crise para reforçar os mecanismos de proteção das vítimas. Entre as conclusões desse encontro, destacou a recomendação dirigida ao âmbito judicial para que se mantenha a tutela das vítimas, independentemente de as mulheres retirarem sua denúncia.
"Por trás dessas decisões sempre há medo, há ameaças, há dependência econômica ou emocional, ou há pressão por parte dos próprios agressores. Isso é governar: tomar decisões que salvem vidas", insistiu.
Nessa linha, a responsável de Igualdade indicou que este órgão pediu à Junta de Andaluzia que analise de maneira bilateral com o Governo central os últimos assassinatos machistas registrados em Málaga. Em razão disso, censurou a "passividade do Executivo autonômico": "O que não podemos entender é o silêncio de Moreno. Enquanto o Governo da Espanha impulsiona medidas, na Andaluzia não há iniciativa nem há liderança", afirmou.
Além disso, Manzano relacionou essa "inação" com o acordo do Partido Popular com a "extrema direita". "Algo terá a ver com o pacto que o presidente da Junta, Juanma Moreno, assinou com o Vox, um pacto que coloca tapete vermelho ao negacionismo da violência machista e coloca em risco as medidas para poder combatê-la", criticou.
"Frente à violência machista somente há um caminho: mais proteção, mais compromisso e mais orçamento, e também tolerância zero", reiterou a secretária de Igualdade, ressaltando que este é o rumo claro do Governo da Espanha "ao contrário do que está fazendo o Governo de Moreno".