PSOE acusa o PP de voltar ao 'que se afunde a Espanha' de Montoro após rejeitar o pacto climático

O PSOE acusa o PP de bloquear o pacto climático e recuperar a estratégia do "que se afunde a Espanha" atribuída ao ex-ministro Cristóbal Montoro.

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O PSOE acusou este domingo o PP de retomar a estratégia atribuída ao ex-ministro da Fazenda Cristóbal Montoro, sintetizada na frase "que afunde a Espanha, que já a resgataremos nós", ao entender que a rejeição dos populares ao Pacto de Estado frente à Emergência Climática demonstra que a formação de Alberto Núñez Feijóo mantém um "não permanente" às propostas do Executivo e "vota contra os avanços da Espanha".

Em uma declaração enviada aos meios, os socialistas apontam como último exemplo desse "não a tudo" a negativa do PP ao Pacto de Estado frente à Emergência Climática impulsionado pelo presidente do Governo. Nesse contexto, sublinham que a superfície queimada pelos incêndios florestais se multiplicou por seis em relação ao mesmo período do ano anterior e lembram que os incêndios já causaram "mais de uma dezena de vidas".

Apesar dessa situação, recriminam ao PP que não tenha apresentado "nem uma proposta alternativa, nem uma contribuição, nem um acordo" e criticam que compartilhe governos com partidos que, em sua opinião, "negam a evidência científica".

Segundo o PSOE, "Feijóo acredita que bloqueando o Governo prejudica o Executivo. Está enganado. Cada vez que o PP vota não, quem perde são os espanhóis e as espanholas. Porque o PP não está votando contra o Governo: está votando contra os avanços da Espanha".

Os socialistas sustentam que o Executivo de Pedro Sánchez fecha o curso político "com os deveres feitos", após ter aprovado 74 iniciativas desde o início da legislatura destinadas, segundo defendem, a ampliar direitos, reforçar a proteção social, potencializar o emprego e consolidar o Estado de bem-estar.

Frente a isso, o PSOE acusa o PP de se instalar no "não permanente", independentemente de a quem favoreçam as medidas. "A estratégia de Feijóo consiste em votar contra qualquer proposta do Governo, recuperando aquela máxima de Cristóbal Montoro: 'Que afunde a Espanha, que já a resgataremos nós'", afirmam.

Além disso, o PSOE assegura que o PP "sempre dá as costas aos espanhóis quando mais precisam" e cita entre as iniciativas vetadas pelos populares a Lei de Paridade, a tipificação como crime das terapias de conversão, medidas sobre licenças de trabalho, a regularização de pessoas migrantes, propostas para facilitar o acesso dos jovens à habitação ou normas para reforçar a proteção de bombeiros e agentes florestais, entre outras.

Além disso, reprocha que o principal partido da oposição tenha votado "contra os interesses dos seus próprios governos autonômicos" ao derrubar medidas para aumentar o financiamento do Estado de bem-estar ou para que o Estado assumisse 50% do custo do Sistema para a Autonomia e Atenção à Dependência.

Por fim, os socialistas enquadram este choque político nas próximas eleições gerais de 2027 e sustentam que a cidadania voltará a escolher "entre dois modelos". "O de quem governa para melhorar a vida da maioria e o de quem fez do bloqueio e do 'não' seu único projeto político", concluem.

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