AUC aplaude a nova lei do tabaco mas alerta do impulso do hábito em séries e filmes

A AUC apoia a nova lei do tabaco, mas reclama mais limites à promoção em séries, filmes e ao design de vaporizadores atraentes para menores.

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A Associação de Usuários da Comunicação (AUC) recebeu com boa acolhida a aprovação em segunda volta, por parte do Conselho de Ministros, do novo projeto de lei do tabaco. No entanto, advertiu que, "atualmente, a principal promoção do consumo de tabaco ocorre por parte de filmes e séries".

Segundo a organização, nesses conteúdos audiovisuais "esse consumo aumentou notavelmente e, de modo especial, entre os protagonistas mais jovens, o que gera um efeito chamada". Mesmo assim, destaca que a futura norma amplia o alcance das restrições sobre comunicações eletrônicas relativas ao tabaco para os dispositivos eletrônicos e produtos vinculados, que "serão aplicadas em todos os meios e suportes, incluindo as máquinas de venda automática, Internet, qualquer forma de promoção direta ou indireta e aos pontos de venda".

Em relação aos meios de comunicação e serviços audiovisuais, a AUC sublinha que não será permitido emitir programas, vídeos ou imagens em que apresentadores, colaboradores ou convidados apareçam fumando, consumindo ou exibindo produtos do tabaco, dispositivos para seu uso ou artigos relacionados. Também não poderão mencionar ou mostrar, de forma direta ou indireta, marcas, nomes comerciais, logotipos ou outros elementos identificativos associados a esses produtos.

A AUC confia em melhorias durante o trâmite parlamentar

Nesse contexto, a entidade mostrou "satisfação" pelo texto aprovado, embora confie que o debate parlamentar sirva para reforçar algumas das limitações previstas. Com a redação atual, a lei "amplia os espaços sem fumaça para terraços, praias e outros espaços ao ar livre", e "inclui a proibição expressa do consumo por parte de menores de idade".

Além disso, a associação celebra que a iniciativa represente um avanço "para proteger melhor a saúde da população, prevenir o início do consumo e avançar em direção a gerações livres de tabaco". No entanto, colocou "especial ênfase" na regulação dos vaporizadores. Lembra que, segundo a última "Pesquisa sobre Uso de Drogas em Ensinos Secundários na Espanha" (ESTUDES), correspondente a 2025, 49,5 por cento dos jovens entre 14 e 18 anos declara ter utilizado em alguma ocasião cigarros eletrônicos.

Por este motivo, a AUC considera imprescindível "evitar que o design e a colorido dos vaporizadores possam supor um elemento de atração para menores e adolescentes". Nessa linha, reclama "especialmente" que se proíbam "formatos que imitem outros objetos ou com figuras de animais de estimação e personagens de animação", e lembra que "mais além de que contenham ou não nicotina, o uso dos vaporizadores traz outros muitos problemas de saúde, como os respiratórios relacionados com os aerossóis".

Para concluir, e após avaliar "muito positivamente" a recuperação do Observatório para a Prevenção do Tabagismo, eliminado em 2014 e encarregado de propor iniciativas, programas e atividades para dar cumprimento à lei, a associação defende que neste órgão participem também as organizações de defesa das pessoas consumidoras e usuárias.

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