O Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação lançou o período de solicitações para que os jovens profissionais agrários possam se inscrever nas estâncias formativas do programa "Cultiva 2026". A tramitação das solicitações será realizada através da sede eletrônica do departamento e permanecerá aberta até 15 de setembro. As estâncias começarão a se desenvolver a partir de janeiro de 2027.
Segundo detalhou o próprio Ministério, esta edição do programa dispõe de uma dotação econômica inicial de 1,2 milhões de euros, ampliáveis, destinada a cobrir os gastos de alojamento, alimentação e deslocamentos dos participantes durante o tempo que durar a formação.
Além disso, os jovens que forem selecionados receberão uma compensação adicional destinada a cobrir os gastos de substituição, de forma que outra pessoa possa se encarregar da atenção e gestão de sua exploração enquanto durar sua ausência.
No site do Ministério está disponível um catálogo com 300 explorações anfitriãs, distribuídas por todas as comunidades autônomas. Trata-se de explorações que se destacam por seu caráter inovador, seus meios produtivos, seu modelo empresarial e suas características sociais, ambientais e climáticas.
Este catálogo incorpora, também, um buscador que permite filtrar as vagas por comunidade autônoma, datas e tipo de produção agrária. As estâncias são organizadas através de entidades como Asaja, Asoporcel, Cooperativas Agro-alimentares, COAG, FSIM, UPA e UDU.
Requisitos para acessar ao programa
As estâncias formativas do programa Cultiva são dirigidas a jovens profissionais agrários titulares de exploração de até 40 anos, assim como àqueles que tenham 41 ou mais e tenham se incorporado à atividade nos últimos cinco anos.
Os participantes podem optar por explorações com produções similares ou diferentes das suas, sem importar o setor, e localizadas em qualquer parte do território nacional. Caso tenham participado de edições anteriores, não poderão voltar a realizar estâncias nas mesmas explorações às quais já tenham assistido.
Na adjudicação das vagas, é dada prioridade às mulheres, aos jovens que se incorporaram mais recentemente à atividade agrária e àqueles que não tenham participado em convocações anteriores, conforme destacou o departamento.
Da mesma forma, a normativa obriga que os planos apresentados pelas entidades colaboradoras assegurem a inclusão de explorações lideradas por mulheres como "requisito necessário para que possam ser admitidos".
O Ministério destacou a evolução do programa desde que foi lançado como projeto piloto em 2020, ano em que participaram 13 jovens, até chegar aos 363 previstos na edição de 2026, o que representa mais de 900 beneficiários acumulados desde a sua criação.