Asaja mostra no terreno à Junta a devastação dos incêndios do Andévalo

Asaja-Huelva guia a Junta pelas propriedades arrasadas no Andévalo e exige ajudas urgentes, mudanças legais e declaração de zona catastrófica.

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Asaja-Huelva acompanhou os delegados territoriais de Agricultura, Pesca, Água e Desenvolvimento Rural e de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Junta de Andaluzia, Álvaro Burgos e Pedro Yórquez, em um percurso por várias propriedades danificadas pelos recentes incêndios florestais que devastaram o Andévalo onubense.

Durante a visita, foram inspecionadas explorações localizadas nos quatro termos municipais afetados: Alosno, Gibraleón, San Bartolomé de la Torre e Villanueva de los Castillejos. No trecho realizado em Alosno, também se juntou o prefeito do município, conforme detalha a organização em uma nota de imprensa.

Os delegados estiveram acompanhados por representantes da Asaja-Huelva e por proprietários prejudicados, que lhes mostraram in loco os danos causados pelo fogo em dehesas produtivas, explorações agropecuárias e florestais, cercamentos, conduções de água, infraestruturas, pastagens e árvores.

Asaja-Huelva sublinha que os responsáveis territoriais ficaram "profundamente impressionados" pelo estado atual das propriedades. Ambos conheciam previamente muitas dessas explorações por seu trabalho institucional, de modo que "puderam comprovar pessoalmente a enorme transformação sofrida por um território que se encontrava em plena atividade produtiva".

A organização agrária interpreta esta visita como uma nova demonstração do envolvimento da Junta, especialmente através da Consejería de Agricultura, Pesca, Água e Desenvolvimento Rural, que foi a primeira administração a reagir após os incêndios, cumpriu os compromissos adquiridos e mantém desde então um contato constante com a Asaja-Huelva e com os proprietários das propriedades afetadas.

Coordenação entre administrações e declaração de zona gravemente afetada

Este deslocamento ocorre após a reunião realizada há alguns dias em Gibraleón entre a Asaja-Huelva, vários proprietários afetados, a Subdelegação do Governo e os prefeitos e representantes municipais dos quatro municípios afetados. Nesse encontro, a Subdelegação e os municípios expressaram sua vontade de trabalhar de forma coordenada para promover a declaração de Zona Atingida Gravemente por uma Emergência de Proteção Civil e agilizar a chegada de ajudas aos donos das explorações.

A subdelegada do Governo comprometeu-se, além disso, a tramitar a documentação apresentada e a transmitir pessoalmente a situação à Secretaria de Estado do Meio Ambiente. A Asaja-Huelva entende que tanto aquela reunião como a visita dos delegados territoriais representam passos relevantes, mas ressalta que a magnitude dos danos requer que os compromissos institucionais se tornem o mais rápido possível em medidas efetivas, apoios econômicos suficientes e procedimentos administrativos ágeis.

Reclamam medidas excepcionais e mudanças normativas

A organização agrária insiste em sua demanda de que a zona seja declarada afetada gravemente por uma emergência de proteção civil, conhecida popularmente como zona catastrófica, e solicita a implementação de um pacote extraordinário de ajudas que permita abordar a restauração das propriedades, a reposição de infraestruturas e a reativação da atividade agropecuária e florestal.

A Asaja-Huelva volta a colocar o foco na situação de indefensão que padecem os proprietários, que são vítimas do incêndio e, no entanto, a normativa florestal obriga a enfrentar trabalhos custosos de restauração, muitas vezes sem dispor de seguros que cubram os danos nem de apoios públicos suficientes para realizá-los.

Por isso, a organização reclama uma revisão da legislação florestal e dos procedimentos aplicáveis após um incêndio, de forma que as obrigações de recuperação sejam acompanhadas de financiamento público, assistência técnica e prazos assumíveis para os proprietários.

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