O incêndio de Burgohondo já é o maior da história da Espanha desde que há registros.

O incêndio declarado em Burgohondo, em Ávila, já queimou cerca de 50.000 hectares e se torna o maior fogo registrado na Espanha desde que existem dados oficiais. O incêndio supera o de Larouco, Quiroga e Oencia, que em agosto de 2025 calcinou 37.765 hectares entre Ourense, Lugo e León, e se soma a uma onda de fogos que mantém sob pressão Madrid, Ávila e Toledo, com 77.000 hectares devastados em conjunto.

3 minutos

EuropaPress 7683992 madre nina camina mano 24 julio 2026 burgohondo avila castilla leon espana

EuropaPress 7683992 madre nina camina mano 24 julio 2026 burgohondo avila castilla leon espana

Adicione DEMOCRAT no Google

Pergunte à FREN

Publicado

Última atualização

3 minutos

Mais lido

O incêndio florestal declarado em Burgohondo, na província de Ávila, já queimou cerca de 50.000 hectares, uma cifra que o torna o maior incêndio da história da Espanha desde que existem registros. A dimensão do fogo supera amplamente os grandes incêndios dos últimos anos e coloca esta emergência em uma escala inédita para os serviços de extinção e proteção civil.

Até agora, o maior incêndio registrado era o de Larouco, Quiroga e Oencia, que em agosto de 2025 afetou áreas de Ourense, Lugo e León e calcinou 37.765 hectares. O fogo de Burgohondo já ultrapassa essa marca e agrava o balanço de uma campanha especialmente dura, marcada por incêndios simultâneos, evacuações em massa, confinamentos e danos ainda pendentes de quantificar.

La Mierla cai para a terceira posição

O incêndio originado no passado 16 de julho em La Mierla, em Guadalajara, havia escalado nos últimos dias até se tornar o segundo maior fogo registrado, com cerca de 32.000 hectares afetados. No entanto, a evolução de Burgohondo o desloca agora para a terceira posição na classificação histórica de grandes incêndios na Espanha.

A sucessão de recordes em apenas alguns dias mostra a gravidade da situação atual. Em muito pouco tempo, vários incêndios alcançaram superfícies que em condições normais já seriam consideradas extraordinárias, o que confirma a magnitude de uma emergência florestal que afeta vários territórios ao mesmo tempo e que está obrigando a mobilizar recursos autonômicos, estaduais e de outras comunidades.

Madri, Ávila e Toledo somam 77.000 hectares queimados

No total, os incêndios que afetam Madri, Ávila e Toledo já somam cerca de 77.000 hectares calcinados, uma cifra que reflete a extensão territorial da emergência e o impacto acumulado dos diferentes fronts. O fogo não só destruiu massa florestal, mas também terrenos agrícolas, pastagens, infraestruturas, habitações e espaços naturais cuja recuperação levará anos.

A situação obrigou a evacuar municípios, manter confinamentos, cortar estradas e habilitar pontos de acolhimento para milhares de vizinhos. Embora alguns fronts possam estar contidos ou evoluir de forma favorável por momentos, a emergência continua aberta e as equipes trabalham para evitar reproduções, proteger núcleos habitados e consolidar perímetros em áreas de difícil acesso.

O Governo declarará zonas gravemente afetadas

O presidente do Governo, Pedro Sánchez, avançou que o Conselho de Ministros aprovará esta terça-feira o decreto real que declarará como zonas gravemente afetadas por uma emergência de proteção civil os territórios assolados pelas chamas. Esta figura, conhecida habitualmente como declaração de zona catastrófica, permite ativar ajudas estatais para reparar danos e apoiar vizinhos, empresas, explorações e instituições locais.

A declaração será chave para abrir a fase de reconstrução uma vez que as equipas possam avaliar com segurança a extensão real dos danos. As ajudas poderão ser direcionadas a habitações, bens de primeira necessidade, infraestruturas municipais, estradas, serviços públicos, explorações agrícolas e pecuárias, e atividades econômicas afetadas pelo incêndio.

Um detido e outra pessoa investigada

Como consequência do fogo de Burgohondo, a Guarda Civil já deteve uma pessoa e investiga outra por um presumido delito de incêndio florestal. A investigação tentará determinar a origem exata das chamas, as circunstâncias em que ocorreu o fogo e a possível responsabilidade penal dos implicados.

A Junta de Castilla y León anunciou que se personará como acusação no procedimento, uma decisão que busca reforçar a resposta institucional diante de um incêndio de consequências históricas. A prioridade imediata continua sendo a extinção, mas a via judicial será determinante para esclarecer se o fogo poderia ter sido evitado e quem deve responder pelo dano causado.

Uma emergência com impacto histórico

O incêndio de Burgohondo não é já apenas um dos grandes fogos desta campanha, mas uma referência histórica pela sua superfície queimada. As suas 50.000 hectares devastadas colocam-no acima de qualquer outro incêndio registrado na Espanha e obrigam a medir a emergência em termos ambientais, econômicos, sociais e judiciais.

O balanço definitivo ainda levará tempo a ser conhecido, porque será necessário avaliar habitações, estradas, montes, explorações e danos no terreno quando o acesso for seguro. Mas a magnitude já está clara: Burgohondo entrou na história negra dos incêndios florestais na Espanha e condicionará durante anos a recuperação de uma parte importante de Ávila.

Bonjour, je m'appelle Fren. Comment puis-je vous aider ?