Tensão na desocupação de uma mãe e sua filha em Santander

Desalojam uma mãe e sua filha em Santander em uma operação com forte tensão, protestos antidespejo e acusações de agressão policial.

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Uma mulher e sua filha foram finalmente despejadas nesta quarta-feira de manhã da residência onde viviam, situada no número 20 da rua Antonio López de Santander.

Tratava-se da segunda tentativa de despejo ordenada pelo tribunal, que desta vez foi executada em um clima de grande tensão, com um amplo despliegue da Polícia Nacional e com protestos de ativistas antidespejo nos arredores do imóvel.

Durante a concentração, uma das participantes afirmou ter sido "agredida" por uma das policiais da operação que, segundo seu relato, teria puxado seu cabelo para tentar afastá-la "à força" do portal do edifício, conforme divulgado pelo Sindicato de Habitação, convocador da mobilização contra o despejo.

De acordo com este coletivo, a suposta agressão teria ocorrido "apesar de que nenhum membro da assembleia havia exercido violência nem oposto resistência frente aos agentes".

O Sindicato de Habitação explicou que o despejo estava marcado para as 9h00, mas quase duas horas antes, por volta das 7h15, a Polícia Nacional já havia cercado a área, "impedindo a passagem das pessoas que, voluntariamente e pacificamente, iam se manifestar contra o despejo", algo que consideram uma "flagrante violação" do direito fundamental de protesto.

Segundo a mesma fonte, o dispositivo policial foi formado por sete agentes — entre eles a agente à qual se atribui a agressão — que chegaram em duas vans.

O Sindicato transmitiu tanto a "flagrante violação do direito ao protesto quanto a agressão" à ativista à Delegação do Governo, de onde, segundo indica, foi incentivada a apresentar a denúncia correspondente.

"Pedro Casares disse que queria limpar as ruas de toda pessoa que queira alterar a ordem e parece que já começou. Para mim, não me ocorre nada que altere mais a ordem do que despejar uma família de sua casa e deixá-la na rua, ou que por defender o direito fundamental a uma habitação digna te achem a pauladas", manifestou a militante que afirma ter sido agredida.

O Sindicato critica que o despejo recaia sobre uma família em "situação de vulnerabilidade", "sem alternativa habitacional" e "sem que as instituições sejam capazes de dar uma resposta além da violência".

Segundo as informações divulgadas pelo coletivo, a mulher desabrigada, Blanca, residia naquela casa desde os 12 anos. O apartamento é propriedade de um terceiro que, segundo o Sindicato, é "um multiproprietário que quer colocá-las na rua para continuar especulando".

A versão da Polícia Nacional

Por parte da Polícia Nacional, a perguntas da Europa Press, não confirmaram nem desmentiram se ocorreu alguma agressão durante a operação.

A Polícia sim apontou que, dentro do protocolo habitual, foi estabelecida "uma zona de segurança para garantir o normal desenvolvimento da atuação judicial".

Além disso, precisou que "não houve detenções, nem nenhuma pessoa foi denunciada".

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