Qual é a diferença entre o IPC e a inflação: por que não são exatamente a mesma coisa

Embora costumem ser utilizados como sinônimos, o IPC e a inflação não significam a mesma coisa. Um é um indicador estatístico e o outro é o fenômeno econômico que reflete a alta geral dos preços.

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El IPC de mayo se mantiene en el 3,2%, pero sube la inflación subyacente hasta el 3%, según USO. JCYL

El IPC de mayo se mantiene en el 3,2%, pero sube la inflación subyacente hasta el 3%, según USO. JCYL

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Cada vez que se publicam os dados de preços aparece a mesma dúvida: o IPC e a inflação são a mesma coisa?

A resposta é não. Embora ambos os conceitos estejam intimamente relacionados, fazem referência a realidades distintas e convém conhecer o que significa cada um.

O que é a inflação?

A inflação é o aumento generalizado e sustentado dos preços dos bens e serviços de uma economia durante um período de tempo.

Quando existe inflação, o dinheiro perde poder de compra. Em outras palavras, com a mesma quantidade de dinheiro podem-se comprar menos produtos do que antes.

A inflação pode ser provocada por múltiplos fatores, como o aumento do custo da energia, o encarecimento das matérias-primas, uma maior demanda por produtos ou o aumento dos custos de produção.

O que é o IPC?

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) é o principal indicador que utiliza a Espanha para medir a evolução dos preços que os lares pagam por uma cesta representativa de bens e serviços.

Elabora este índice o Instituto Nacional de Estatística (INE), que atualiza periodicamente a composição dessa cesta para refletir os hábitos de consumo da população.

Entre os produtos e serviços que analisa encontram-se:

  • Alimentação.
  • Habitação.
  • Transporte.
  • Vestuário e calçado.
  • Lazer e cultura.
  • Comunicações.
  • Saúde.
  • Educação.

Então, qual é a diferença?

A diferença principal é simples:

  • A inflação é o fenômeno econômico de aumento geral dos preços.
  • O IPC é o indicador estatístico que serve para medir essa evolução dos preços.

Por isso é habitual ouvir que "a inflação se situa em 2%", quando na realidade esse número costuma corresponder à variação anual do IPC.

Por que é tão importante o IPC?

O IPC tem consequências diretas na economia e na vida cotidiana porque é utilizado como referência para numerosas decisões.

Entre elas destacam-se:

  • A revalorização das pensões.
  • Algumas revisões salariais previstas em convenções coletivas.
  • A atualização de determinados contratos.
  • A análise da evolução do custo de vida.

Existe uma única forma de medir a inflação?

Não. Embora o IPC seja o indicador mais conhecido, existem outros índices que também permitem analisar a evolução dos preços sob diferentes perspectivas.

Entre eles destacam o IPC subjacente, que exclui os alimentos não elaborados e os produtos energéticos por sua maior volatilidade, ou o deflator do PIB, utilizado para medir a evolução dos preços de toda a economia.

Quem decide se a inflação é demasiado alta?

Na zona euro, o organismo encarregado de manter a estabilidade de preços é o Banco Central Europeu (BCE).

Para tentar controlar a inflação, o BCE pode modificar as taxas de juros, uma medida que influencia o custo das hipotecas, os empréstimos e o acesso ao crédito.

Por isso, a evolução do IPC e da inflação é um dos principais indicadores que seguem tanto os mercados quanto os cidadãos.

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