Junts leva ao Consell de Garanties a lei catalã contra a compra especulativa de habitação

Junts e o PP freiam no CGE a lei catalã que busca restringir a compra especulativa de habitação em zonas tensionadas.

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Junts registrou esta quinta-feira perante o Consell de Garanties Estatutàries (CGE) um pedido de parecer sobre a adequação à Constituição e ao Estatut da proposta de lei que modifica a lei de urbanismo para limitar as compras especulativas de habitação. Trata-se de uma iniciativa impulsionada pelos Comuns e acordada com o Govern que estava prevista para ser debatida esta mesma quinta-feira no Parlament.

A apresentação deste recurso perante o CGE, ao qual se soma o que também foi formulado pelo PP, implica que se adie o debate definitivo da proposta de lei. O texto não poderá ser submetido a votação no plenário do Parlament até que o órgão estatutário emita seu parecer não vinculativo, para o qual dispõe de um prazo de um mês. Em consequência, a tramitação não será retomada na Câmara catalã até o próximo período de sessões, já no final de setembro ou em outubro.

Em seu escrito, Junts sustenta que a proposta dos Comuns viola o direito de propriedade reconhecido na Constituição, assim como diversos princípios do Estatut e da Carta Magna relativos à liberdade de empresa, à livre circulação e estabelecimento de pessoas e bens, além do princípio de segurança jurídica.

O partido também defende que a Generalitat não pode utilizar a normativa urbanística para regular matérias próprias do direito civil, e considera inadequado que a proposta tenha sido tramada mediante o procedimento de leitura única no Parlament.

A iniciativa legislativa pretende limitar a aquisição de imóveis em áreas de mercado residencial tensionado quando o objetivo seja revendê-los a curto prazo ou destiná-los a aluguel turístico ou de temporada, permitindo unicamente a compra para residência habitual ou para aluguel com preços limitados. A responsabilidade de aplicá-la recairá nos municípios.

O Govern e os Comuns haviam acordado que a norma entrasse em vigor antes de agosto, mas o recurso perante o CGE retarda a votação final. Além disso, PSC-Units, ERC e os Comuns ainda não fecharam um acordo definitivo sobre as emendas ao texto.

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