A Nokia colocou em marcha um plano para eliminar a maior parte de seus postos de trabalho na China e cessar progressivamente sua atividade no país nos próximos meses, mediante o fechamento escalonado de seus centros, em um contexto em que seus rivais locais pressionam com força o grupo finlandês de telecomunicações.
De acordo com a informação publicada pelo diário de Hong Kong "South China Morning Post", que cita fontes conhecedoras do processo, a retirada da Nokia do mercado chinês estará praticamente culminada antes que termine este ano, o que implicará pôr fim a quase quatro décadas de presença da 'teleco' em território chinês.
Em 2025, a equipe da Nokia na China continental, Hong Kong e Taiwan ascendia a 7.200 empregados e, por enquanto, não foi divulgado o número concreto de postos que desaparecerão com esse recuo.
Segundo detalha o mesmo meio, uma das fontes consultadas indicou que unicamente os serviços pós-venda continuariam operando na China, o que representaria "basicamente uma saída gradual do mercado". Paralelamente, vários trabalhadores já teriam sido realocados na sede central da Nokia na Finlândia.
Faz apenas uma semana, o portal especializado Light Reading avançou que a Nokia tinha previsto clausurar seu centro de P&D na cidade oriental de Hangzhou, o que levaria à supressão de cerca de 1.600 empregos. A multinacional finlandesa ratificou essa informação, explicando que a companhia "tem tomado medidas para alinhar melhor suas operações na China com o modelo operacional global da Nokia".