Deoleo estuda sua venda e Dcoop aparece como possível comprador por 470 milhões de euros

A dona de Carbonell, Hojiblanca e Carapelli confirma perante a CNMV que analisa alternativas estratégicas, enquanto suas ações disparam 24,59% na Bolsa

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Deoleo, a companhia por trás de marcas como Hojiblanca, Carbonell ou Carapelli, confirmou que está estudando “possíveis alternativas estratégicas” em relação à sua participação, entre as quais “não se descarta a possível venda” de todo o grupo ou de uma parte de seus ativos e negócios, segundo comunicou a empresa à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV).

Em particular, a multinacional espanhola destacou que ASO Lux 3 S.à r.l. e ASO Lux 4 S.à r.l., que possuem 12,307% e 28,684% do capital social, junto com Ole Investments, B.V., acionista de referência com 50,996%, estão avaliando essas alternativas estratégicas após as informações publicadas nesta quarta-feira nas quais se apontava para uma possível venda do negócio à cooperativa espanhola Dcoop por 470 milhões de euros.

Deoleo não confirma nenhuma operação e dispara na Bolsa

A companhia esclareceu que, até o momento, “não se tomou nenhuma decisão definitiva” e que desconhece se o processo, que está “atualmente em curso”, resultará em alguma “operação concreta nem, em seu caso, os termos em que esta poderia ser realizada”.

Nesse cenário, as ações da firma oleira dispararam durante a sessão bursátil, registrando um avanço de 24,59% às 16h45, momento em que seus títulos cotizavam a 0,461 euros.

Dcoop reconhece que analisa “oportunidades” como a de Deoleo

Segundo publica hoje ‘El Economista’, citando fontes conhecedoras da operação, a cooperativa Dcoop teria colocado sobre a mesa uma oferta de 470 milhões de euros por Deoleo e teria se adiantado à proposta das italianas Coricelli, Bonifiche Ferraresi e Newlat Food, a francesa Lesieur (Avril) e a australiana Cobram Estate Olive.

Ao mesmo tempo, fontes da Dcoop consultadas pela Europa Press admitiram que “estudam as oportunidades” que o mercado oferece, entre elas a de Deoleo. “Acreditamos que o comprador deve estar alinhado com a qualidade e a luta contra a fraude e que seria ruim para a Espanha perder a liderança em um setor tão estratégico”, sublinharam.

CVC prepara sua saída de Deoleo e setembro aparece no horizonte

Em paralelo, o fundo britânico CVC Partners estaria afinando os últimos detalhes para se desprender de sua participação na Deoleo, apoiado por seu assessor financeiro KPMG, e se considera o mês de setembro como horizonte para a possível culminação da operação.

De acordo com o que foi avançado pelo meio italiano ‘ItaliaOggi’, nesta transação e por motivos de concorrência vinculados à Dcoop, a italiana Bonifiche Ferraresi (BF) assumiria o controle operacional da marca Carapelli como sócia, enquanto a espanhola Acesur ficaria com Bertolli.

Se finalmente se materializa a operação, nasceria um grande grupo do azeite de oliva de capital espanhol, com uma faturação superior a 2.200 milhões de euros.

CCOO reclama garantias para o emprego e a indústria espanhola

Neste contexto, CCOO reclamou que o comprador de Deoleo garanta emprego estável e de qualidade, assim como o enraizamento industrial no território, insistindo na necessidade de priorizar projetos com capital nacional e rejeitando a entrada de fundos ou rivais que possam prejudicar a reputação do produto ou a segurança no emprego.

Além disso, o secretário-geral de CCOO Indústria da Andaluzia, José Hurtado Quirós, pediu à Administração que ative a normativa sobre investimentos estrangeiros para proteger a capacidade produtiva do setor oleícola frente a fundos de caráter especulativo.

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