Renta Corporación fechou a primeira metade do exercício com números negativos de 4,4 milhões de euros, em comparação com o lucro de 2,4 milhões registrado no mesmo período de 2025, segundo consta na informação enviada esta quarta-feira à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV).
A cifra de negócios da imobiliária situou-se em 4,4 milhões, o que implica uma queda de 58,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o resultado da exploração foi negativo em 2,6 milhões, em comparação com os 1,4 milhões positivos obtidos doze meses antes.
Na bolsa, às 13h15, os títulos da companhia recuavam 7,36%, até 0,73 euros por ação.
Preparação para o crescimento futuro
Em uma nota, a companhia afirma que conclui o semestre "com um forte enfoque estratégico na preparação para o crescimento futuro" e que elevou sua carteira transacional de 29,3 milhões ao fechamento de 2025 para 51,3 milhões em junho.
A firma sublinha que o volume de receitas "captou o bom andamento na venda de carteira residencial preexistente e, ao mesmo tempo, também reflete um período focado, principalmente, em investimento e conformação da nova carteira".
Além disso, ressalta que está desenvolvendo operações que abrangem três locais comerciais em Madrid e Barcelona, além de projetos residenciais e terciários em Málaga e na área metropolitana de Barcelona.
"Esses resultados respondem à fase inicial do ciclo de maturação dos novos projetos, preparando o terreno para a materialização das vendas previstas na segunda metade do ano", destacou a empresa.
Dívida e posição financeira
Renta Corporación detalha que na primeira metade do ano continuou reduzindo seu endividamento, que ficou em 2,3 milhões, "um mínimo histórico que representa apenas 3,7% do total do ativo".
Também indica que a tesouraria manteve-se em "níveis robustos", apoiada na assinatura de novas apólices de crédito, voltadas a respaldar o crescimento esperado e a acompanhar os primeiros passos dos processos de compra.
Vivva e novas plataformas
A empresa comunicou o lançamento da plataforma Vivva, centrada na promoção e comercialização de habitação acessível, que impulsionará projetos residenciais otimizados por meio de construção industrializada ou pré-fabricada, com a meta de oferecer imóveis abaixo de 250.000 euros.
Vivva é dirigida por Carlos Méndez como diretor geral, com mais de 25 anos de experiência e uma ampla trajetória em companhias de referência como JLL, Alting e Aelca. A nova plataforma já adquiriu seu primeiro terreno em Palafrugell (Girona) e analisa novas operações em Terrassa (Barcelona) e Valência.
Além disso, Cabe somou 12 locais adicionais por um valor de compra de 12 milhões, de forma que já dispõe de uma carteira de 47 ativos avaliada em 80 milhões.
A socimi Wellder, por sua vez, conta com 13 imóveis operacionais com um valor de 137,7 milhões, e "avança no processo de compra de novas oportunidades".
Entre essas oportunidades figura a aquisição, em julho, da residência DomusVi Matogrande, em A Coruña, com a qual a socimi ultrapassa as 2.000 camas sob gestão no mercado espanhol.