Trabalho atribui à regularização cerca de 15.000 novas inscrições no desemprego de julho

Trabalho vincula cerca de 15.000 altas no desemprego de julho à regularização de estrangeiros e destaca que a maioria se incorpora à Segurança Social.

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O secretário de Estado do Trabalho, Joaquín Pérez Rey, calculou nesta terça-feira que o processo extraordinário de regularização de pessoas estrangeiras estaria por trás de cerca de 15.000 novas inscrições no desemprego registrado durante julho, embora tenha destacado que ainda é "demasiado prematuro" realizar uma avaliação detalhada do impacto de um procedimento que ainda está em curso.

Na coletiva de imprensa em que anunciou os números do desemprego registrado e da afiliação à Segurança Social do mês de julho, Pérez Rey apontou que a regularização figura entre os elementos que explicam o aumento do desemprego anotado nesse período.

Segundo explicou, a maior parte de quem está obtendo seus permissos por meio deste processo extraordinário está se incorporando à afiliação à Segurança Social e "apenas uma pequena parte vai ao desemprego registrado", que o Ministério do Trabalho situa "em torno de 15.000 pessoas".

O secretário de Estado se mostrou "bastante convencido" de que a presença dessas pessoas nas listas de desemprego será um "trânsito técnico, administrativo", anterior à sua integração efetiva no mercado de trabalho.

Com tudo, ao ser perguntado depois sobre o efeito concreto da regularização sobre o número total de desempregados, Pérez Rey admitiu que o departamento ainda não dispõe de um desagregado estatístico que permita identificar com exatidão a origem de todas as novas altas.

Nessa linha, esclareceu que não pode ser completamente vinculado ao processo extraordinário o aumento de 8.268 pessoas registrado em julho dentro do coletivo sem emprego anterior, dado que nesse grupo também figuram, por exemplo, estudantes que acessam pela primeira vez ao mercado de trabalho ou outras pessoas que optam por se inscrever inicialmente nos serviços públicos de emprego.

O secretário de Estado reiterou que a pauta geral é que os beneficiários da regularização "vão diretamente à afiliação e não ao desemprego registrado" e ressaltou que seu possível passo anterior pelos serviços públicos de emprego será, previsivelmente, o "prolegômeno" ou "prelúdio" de uma futura contratação.

Além disso, adiantou que os efeitos do procedimento extraordinário sobre as estatísticas de afiliação e de desemprego registrado "continuarão sendo notados nos próximos meses".

Inspeção destapa 11.000 empregos não declarados

Em paralelo, Pérez Rey indicou que uma parte das pessoas acolhidas no processo teria desenvolvido sua atividade anteriormente na economia subterrânea ou em postos não declarados, e sublinhou que a regularização servirá para combater o trabalho não declarado e situações de exploração laboral que afetam trabalhadores estrangeiros.

Nesse contexto, detalhou que a Inspeção do Trabalho identificou até agora neste ano cerca de 11.000 relações laborais não declaradas correspondentes a empregados estrangeiros.

O secretário de Estado defendeu que a regularização tornará possível que aqueles que até agora trabalhavam à margem da normativa possam ser contratados de forma regular e acessar os direitos reconhecidos pela legislação laboral.

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