O secretário de Estado do Trabalho, Joaquín Pérez Rey, rejeitou nesta terça-feira realizar uma atualização extraordinária do salário mínimo interprofissional (SMI) antes do final do ano, como vinha reclamando a UGT diante do aumento da inflação. Ao mesmo tempo, adiantou que a mesa de diálogo para fixar o SMI correspondente a 2027 será iniciada após o verão.
"Eu acredito que não há circunstâncias para essa revisão semestral e extraordinária", afirmou Pérez Rey durante a coletiva de imprensa convocada para apresentar os dados de desemprego registrado e afiliação à Segurança Social do mês de julho.
O secretário de Estado indicou que compartilha com a UGT a preocupação em evitar que os trabalhadores vejam seu poder aquisitivo reduzido como consequência do aumento dos preços. No entanto, destacou que o atual aumento da inflação não atinge um nível suficientemente significativo, se comparado ao aumento do SMI já aprovado para 2026, para justificar uma revisão adicional neste exercício.
Além disso, Pérez Rey sublinhou que o Executivo está "praticamente enfrentando o último trimestre do ano" e explicou que o processo de negociação para o próximo aumento do salário mínimo, o correspondente a 2027, será abordado após o período estival.
Em qualquer caso, ressaltou que a evolução dos preços será um elemento central nesse debate. "É óbvio que a evolução da inflação terá que ser levada em conta no próximo processo de negociação do SMI 2027", concluiu.