A União Europeia manifestou este sábado sua "profunda preocupação" com o aumento da violência na Cisjordânia e pediu contenção após a onda de ataques registrados nos últimos dias contra várias localidades da zona, atribuídos a colonos israelenses.
"Queremos expressar nossas mais sinceras condolências aos familiares dos falecidos e desejamos uma rápida recuperação aos feridos. Os eventos de hoje são um lembrete da fragilidade da situação no terreno", indicou o porta-voz do Serviço de Ação Externa da UE, Anouar El Anouni, em um comunicado.
Nessa linha, o porta-voz instou todos os envolvidos a "evitar o uso de uma linguagem incendiária, contribuir para a redução da tensão e pôr fim a este ciclo vicioso de violência".
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou na sexta-feira o reforço da presença do Exército na Cisjordânia após os graves distúrbios registrados na localidade de Tell, onde um ataque de colonos israelenses resultou na morte de quatro palestinos e dois israelenses, e anunciou a criação de novos "postos avançados" de colonos, apesar de que até mesmo a legislação israelense os proíbe, assim como a legalização dos já existentes.
O anúncio ocorreu em meio ao aumento das agressões contra comunidades da Cisjordânia. Às quatro vítimas palestinas de Tell se soma outro palestino esfaqueado em Jericó que permanece em estado grave, depois que vários colonos o atacaram quando seu carro sofreu uma pane em uma estrada.