O embaixador da União Europeia no Japão, Jean-Enric Paquet, censurou nesta quinta-feira o deslocamento que o presidente russo, Vladimir Putin, realizou há uma semana a uma das ilhas do arquipélago das Curilas, território em disputa com o Japão e que representa sua primeira visita a esta zona.
O chefe da delegação comunitária no país asiático expressou sua preocupação por esta decisão e indicou que "aumenta a tensão e socava os esforços para uma resolução pacífica sob o Direito Internacional" em relação a estas ilhas, denominadas no Japão Territórios do Norte.
"(A visita) chega em meio a uma atividade militar desestabilizadora na região e a guerra de agressão contínua da Rússia contra a Ucrânia. A UE se mantém ao lado do Japão, nosso parceiro chave", afirmou em uma mensagem publicada nas redes sociais.
O movimento de Putin levou os Estados Unidos a reiterar seu apoio pleno ao Japão, enquanto a China instou Tóquio a "cumprir" o que foi acordado após a Segunda Guerra Mundial. Por sua vez, a ONU pediu "contenção" e reclamou para evitar um novo aumento da tensão na área.
O Japão mantém há décadas pendente a assinatura de um tratado de paz com a Rússia na expectativa de recuperar a soberania dessas ilhas. Tóquio fundamenta sua postura no Tratado Bilateral de Comércio e Fronteiras assinado com Moscovo em 7 de fevereiro de 1855, enquanto o Kremlin sustenta sua posição nos acordos internacionais assinados ao término da Segunda Guerra Mundial.