O Exército dos Estados Unidos informou que realizou sua décima primeira noite consecutiva de bombardeios sobre território iraniano, dentro da campanha militar iniciada com o objetivo oficial de "debilitar ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar o transporte marítimo comercial no estreito de Ormuz".
"Às 20h15 do dia 21 de julho (hora do leste, 2h15 do dia 22 na Espanha peninsular e 3h45 no Irã), o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) completou com sucesso sua décima primeira noite consecutiva de ataques contra o Irã", destacou o comando militar em uma nota divulgada pouco mais de uma hora depois de comunicar o início desta nova onda de bombardeios.
Segundo o CENTCOM, nesta ocasião foram alcançados "centros de operações militares iranianos, instalações marítimas, hangares de aeronaves, armazéns de drones e infraestrutura logística militar", insistindo que essas ações são realizadas "para debilitar ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar o transporte marítimo comercial no estreito de Ormuz".
Na mesma linha, o organismo castrense responsabilizou o Irã por ter atacado "mais de 30 navios comerciais que transitavam por esta via marítima internacional, vital para o comércio regional e mundial". "Esses ataques injustificados colocaram em perigo centenas de marinheiros inocentes e minaram a liberdade de navegação", criticou.
Apesar da "agressão iraniana, o estreito de Ormuz permanece aberto ao trânsito de navios comerciais", ressaltou o comando americano. "Desde o início de maio, as forças do CENTCOM facilitaram o trânsito de aproximadamente 900 navios comerciais e 450 milhões de barris de petróleo bruto", acrescentou, em termos semelhantes aos empregados após os ataques do dia anterior.
Explosões em várias regiões do Irã, incluindo a capital
No lado iraniano, as principais agências de notícias relataram detonações em distintas zonas do país. A agência estatal IRNA informou sobre explosões nas imediações de Teerã, assim como em Mahshahr, na província de Juzestán, limítrofe com o Iraque e em frente ao golfo Pérsico.
O litoral sul do Irã voltou a concentrar boa parte dos impactos. O governador de Bushehr, Mohamad Mozaffari, comunicou ao mesmo meio "duas explosões nesta cidade", enquanto fontes de Sirik, situada em frente ao estreito de Ormuz, denunciaram um ataque com "projéteis inimigos americanos" nas imediações da localidade, embora tenham precisado que "não foram registradas vítimas nem danos a infraestruturas residenciais e comerciais".
Mais para o sudeste, ao longo da costa meridional iraniana, o 'número dois' de segurança da governadoria de Sistão e Baluchistão —província fronteiriça com o Paquistão e o Afeganistão—, Ali Jalilabadi, confirmou ataques "nas zonas de Chabahar e Konarak", importantes enclaves portuários na margem do golfo de Omã.
Os bombardeios também alcançaram o norte do país. A Direção Geral de Gestão de Crises da Governadoria do Azerbaijão Oriental —região que limita com a Armênia e o Azerbaijão— indicou à IRNA que "uma zona militar nas imediações da cidade de Tabriz foi atacada pelo exército terrorista americano", sublinhando que "nenhum ponto dentro da cidade de Tabriz foi atacado".