O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou nesta quinta-feira o envio do porta-aviões americano 'USS George Washington' ao mar Arábico, após a crise de saúde mental registrada a bordo do 'USS Abraham Lincoln', que acumula já nove meses de missão em alto-mar e mais de 250 dias seguidos sem tocar porto.
"Marinheiros americanos trabalham na pista de pouso do USS George Washington (CVN 73), no dia 20 de agosto, enquanto o porta-aviões atravessa o mar Arábico", indicou o Exército em uma mensagem divulgada em suas redes sociais.
O CENTCOM detalhou que o porta-aviões e o grupo de combate que o escolta estão "operando no Oriente Médio" dentro do desdobramento previsto por Washington após sua chegada ao "teatro de operações" no dia anterior.
Esse alívio ocorre depois que familiares de marinheiros do 'USS Abraham Lincoln' manifestaram sua preocupação pelo deterioro da saúde mental da tripulação, atribuída às duras condições de vida no mar, que teriam levado até vários efetivos a tentar se jogar por bordo.
Em uma carta enviada ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, e ao secretário interino da Marinha, Hung Cao, o senador democrata por Connecticut Richard Blumenthal denunciou diversos problemas no porta-aviões, entre eles falta de suprimentos essenciais, atrasos na chegada do correio e vazamentos no sistema de tubulações.
O presidente americano, Donald Trump, atacou na segunda-feira uma correspondente da rede CNN, exigindo que "se calasse" e chamando seu relatório sobre o prolongado desdobramento do porta-aviões no estreito de Ormuz de "informação falsa".
"Estive em barcos que ficam muito mais tempo em alto-mar. E conheço pessoas no Lincoln; dizem que está impecavelmente mantido e muito bem cuidado", assegurou o magnata republicano, acrescentando que em outros anos esteve na área "durante muito mais tempo".